Angola quer estimular avanços dos países da Cplp no Conselho de Segurança

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Em entrevista à Rádio ONU, embaixador destaca importância do Brasil e realça a consolidação da paz na Guiné-Bissau; no mandato até 2016, angolanos preveem ações para sucessos no desarmamento em Moçambique.

Bandeira de Angola

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Angola diz esperar que haja avanços nas nações da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, impulsionados pela sua presença no Conselho de Segurança.

As declarações foram prestadas à Rádio ONU, em Nova Iorque, pelo embaixador angolano junto das Nações Unidas. Ismael Martins disse que tem  em conta a posição geoestratégica dos Estados-membros do bloco.

Porta-voz

“Na Cplp nós temos países muito importantes. Como membros deste grupo, pensamos que poderemos ser porta-vozes de países importantes como o Brasil, que têm a ações de parceria com vários dos nossos países do continente como Moçambique, Angola e, na Ásia, Timor-Leste. Com muito agrado, vimos a decisão tomada pelo secretário-geral de nomear Ramos Horta como presidente do novo grande grupo que vai olhar como  transformar as missões de paz e fazer com que sejam algo que traga, de facto, a resolução de conflitos dos vários países não só de África mas também de Timor-Leste.”

Quanto à paz e estabilidade nos membros da Cplp, o diplomata falou de consolidar os avanços recentemente alcançados.

Avanços

“Temos a Guiné-Bissau, um problema que ainda está na agenda no Conselho de Segurança. Portanto, vemos com muito bom grado o facto de a Guiné-Bissau ter saído do conflito e aí o papel da Cplp foi importantíssimo. Pensamos que, no Conselho de Segurança, iremos trabalhar com países da Cplp para podermos avançar. Gostaríamos que em Moçambique, após todo o período conflito com uma força que continuava sem desarmar e sem aceitar o processo de paz que esta aceite.”

Angola informou que pretende também  atuar em parceria com o Chade e Nigéria, os outros dois africanos integrantes do Conselho de Segurança, em prol das agendas da União Africana. O objetivo é garantir uma participação mais ativa e coordenada no órgão para a solução dos problemas africanos.

Nesta segunda-feira, o Conselho recebeu um informe sobre a segurança na República Democrática do Congo. Angola tem lidado com o tema na sua qualidade de presidente da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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