Angola defende rigor na preparação para desarmar rebeldes na RD Congo

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Em entrevista à Rádio ONU, secretário de Estado das Relações Exteriores disse que deve-se ter em conta os civis a viver com rebeldes e guerrilheiros; Monusco estima que 2 mil membros da Fdlr devem ser desarmados.

Ex-combatentes da Fdlr que se renderam voluntariamente à Monusco. Foto: Monusco/Serge Kasanga

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque

O secretário de Estado das Relações Exteriores de Angola disse que uma preparação rigorosa está a anteceder o desarmamento forçado dos rebeldes das Fdlr na República Democrática do Congo, RD Congo.

Manuel Domingos Augusto falou à Rádio ONU, em Nova Iorque, à margem de uma reunião no Conselho de Segurança.

Rendição

Angola preside a Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos, que com a  Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, Sadc, exigiu até 2 de janeiro a rendição incondicional  do grupo que opera no leste congolês.

“A operação militar contra os remanescentes das forças armadas rebeldes vai ter lugar. Naturalmente isso implica, até dada à vastidão do território congolês, uma preparação internacional rigorosa para que se obtenham os resultados com o menor dano colateral possível. Porque, infelizmente, sabemos que ao lado dos rebeldes e guerrilheiros estão sempre populações civis e famílias. Esses acabam por ser normalmente as primeiras vítimas.”

Kinshasa

De acordo com o Domingos Augusto, o presidente angolano José Eduardo dos Santos teria abordado o assunto com o homólogo congolês Joseph Kabila, em Kinshasa, nesta segunda-feira.

“As operações devem ser preparadas por forma a minimizar esses danos. Não temos nenhuma indicação de que tenham sido mudados quaisquer planos e estratégias, relativamente à forma como lidar com esta questão da eliminação definitiva das forcas negativas na RDC.”

A Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo, Monusco, já tinha avançado que as suas forças e o exército congolês aguardavam ordens políticas para forçar o desarmamento dos rebeldes. As estimativas da operação de paz apontam para a existência de 2 mil homens que  devem ser desarmados.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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