Alto Comissário da ONU deplora morte de manifestantes no Egito

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Chefe do Escritório de Direitos Humanos disse estar "profundamente perturbado" com a morte de pelo menos 20 pessoas em protestos no país; Zeid Al Hussein apelou às autoridades que tomem medidas para pôr fim ao "uso excessivo de força por agentes de segurança".

Zeid Al Hussein. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O alto comissário da ONU de Direitos Humanos afirmou estar "profundamente perturbado" com a morte de pelo menos 20 pessoas durantes confrontos entre forças de segurança e manifestantes desde sexta-feira no Egito.

A declaração foi feita nesta terça-feira. Zeid Al Hussein instou as autoridades egípcias que tomem medidas urgentes para pôr fim ao "uso excessivo de força por agentes de segurança".

Protestos

Segundo o Escritório de Direitos Humanos, pelo menos 20 pessoas morreram em Alexandria, no centro da capital Cairo e no subúrbio de Matariya durante protestos a comemorar o quarto aniversário das manifestações de 2011 que levaram à queda do então presidente Hosni Mubarak.

Relatos indicam que pelo menos 97 pessoas ficaram feridas no Cairo e outras localidades do país.

O Escritório menciona também a morte de uma ativista, Shaimaa Al Sabagh. Esta teria sido registada em vídeo e fotos postados na internet após ela ter sido aparentemente baleada por trás durante protesto pacífico no centro do Cairo.

Investigações

O Alto Comissário afirmou que centenas de pessoas morreram durantes protestos contra sucessivos governos desde janeiro de 2011 e que houve muito pouco na questão de prestação de contas.

Ele afirmou que a "falta de justiça para excessos passados de forças de segurança as encoraja a continuar no mesmo caminho, a levar a mais mortes e ferimentos, como os vistos nos últimos dias".

Dezenas de pessoas foram presas no fim de semana. Zeid Al Hussein defendeu que "todos os que foram detidos por protestarem de forma pacífica devem ser soltos". Ele afimou que a estabilidade de longo prazo no Egito só é possível se "direitos humanos fundamentais" forem respeitados.

O alto comissário também condenou o assassinato de dois policiais que foram baleados em um posto de controlo perto das pirâmides, no domingo, e a morte de um agente de segurança durante confrontos entre manifestantes e forças de segurança em Matariya no mesmo dia.

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