Um ano de conflito afectou a vida de 1 milhão de crianças sul-sudanesas

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Unicef revela que 750 mil menores tiveram de deixar suas casas e agora estão deslocados em outras regiões do país, enquanto 320 mil crianças estão a viver como refugiadas; agência pede US$ 166 milhões para ajudar país em 2015.

Criança sul-sudanesa. Foto: Unicef

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Para o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, "o futuro de uma geração de crianças do Sudão do Sul está a ser roubado" pelo conflito que já dura um ano.

A onda de violência no país causou uma série de consequências para os menores, que tiveram de abandonar as suas casas e enfrentam malnutrição e doenças, declarou o Unicef esta sexta-feira.

Crianças-Soldado

Segundo a agência da ONU, cerca de 750 mil crianças precisaram de deixar as suas casas e procurar abrigo em outras zonas do Sudão do Sul, tornando-se deslocadas internas. Em um ano de violência, outros 320 mil menores passaram a viver como refugiados em outras nações.

O Unicef calcula ainda que 400 mil crianças foram obrigadas a deixar a escola e pelo menos 12 mil são crianças-soldado e estão a ser usadas no conflito por forças armadas e outros grupos.

Fome

Com os danos às estruturas sociais, os menores estão cada vez mais vulneráveis à violência, à exploração e ao abuso sexual, lamenta o Unicef. A taxa de malnutrição entre as crianças sul-sudanesas mais que dobrou no último ano, com 80 mil menores severamente desnutridos admitidos nos centros de saúde.

O Unicef destaca que apesar do país não ter passado por uma situação de fome este ano, é provável que enfrente uma crise alimentar em 2015, caso a paz e a estabilidade não sejam alcançadas.

Financiamento

Para garantir a resposta de emergência ao Sudão do Sul no próximo ano, o Unicef precisa de US$ 166 milhões de dólares. Com o fim da temporada de chuvas e a melhoria no acesso às estradas, a agência já pré-posicionou suprimentos em pontos-chaves, reforçando a sua resposta nos três estados mais necessitados: Jonglei, Unidade e Alto Nilo.

Nas comunidades de áreas remotas, são verificados os índices de nutrição, de acesso à água e de saneamento. As crianças recebem vacinas e as que estão sem pais são registadas para que possam ser reunidas com as suas famílias.

*Apresentação: Denise Costa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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