Relatório da OIT diz que salários estão desacelerando no mundo

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Agência da ONU afirma que tendência mundial é de estagnação, com exceção da China; documento cita que para reverter a situação é necessário, entre outros, valorizar salário mínimo e reduzir discriminação e diferenças salariais.

Políticas para valorizar o salário mínimo. Foto: OIT

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O relatório da Organização Internacional do Trabalho sobre o salário global divulgado esta quinta-feira, afirmou que os salários estão desacelerando no mundo, com exceção da China, que registrou uma alta de 6%.

Segundo o documento, a tendência é de estagnação. Os especialistas da agência alertaram que o pouco progresso alcançado nos últimos dois anos veio, em sua maioria, das economias emergentes.

Brasil

Entre 2012 e 2013, o aumento real do salário médio mundial, descontando a inflação foi de 2%, comparado com o período anterior à crise, onde a alta foi de 3%.

O vice-diretor do escritório da OIT em Nova York, Vinícius Pinheiro, falou à Rádio ONU sobre a situação do Brasil.

"Em relação ao Brasil, o relatório mostra justamente que as políticas salariais implementadas representaram 72% da melhoria em relação à desigualdade de renda. Então, as políticas de valorização do salário mínimo e também de crescimento em relação ao salário médio na última década, facilitaram uma melhoria em relação à distribuição de renda."

Pinheiro disse que o relatório mostra ainda que nos últimos anos há, também, uma tendência de estagnação do salário médio no Brasil.

Apesar disso, o documento diz que países como Brasil e Rússia conseguiram reduzir as diferenças salariais desde o último relatório divulgado em 2012.

Situação

Na Ásia, a OIT cita também o avanço de outros países, além da China, como Vietnã e Camboja. A área da Zona do Euro teve crescimento "zero" durante esse período.

Para reverter a situação, a organização sugere políticas de valorização do salário mínimo, fortalecimento da negociação coletiva, promoção do emprego e redução da discriminação e das diferenças salariais, principalmente entre as mulheres e os trabalhadores migrantes.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 14 DE DEZEMBRO DE 2017
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