ONU saúda consenso para indicação de nova primeira-ministra interina do Haiti

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Florence Guillaume serviu como ministra da Saúde Pública e de População anteriormente; comandante da Minustah, general José Luiz Jaborandy Júnior disse que presença dos militares transmite sensação de segurança à população haitiana.

Florence Guillaume (esq.) encontrou-se com Ban Ki-moon quando ele visitou o Haiti em julho deste ano. Foto: Minustah/Logan Abassi

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A ONU e seus parceiros internacionais saudaram esta quarta-feira a indicação da nova primeira-ministra interina do Haiti, Florence Guillaume.

Segundo as Nações Unidas, Guillaume, que era a ministra da Saúde Pública e de População, foi indicada pelo presidente do país, Michel Martelly.

Grupo de Base

A representante do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, no Haiti, Sandra Honoré, e os membros do chamado Grupo de Base, elogiaram os esforços do presidente haitiano para implementar as recomendações da Comissão Consultiva presidencial.

Esse grupo de base é formado pelos embaixadores do Brasil, Canadá, França, Espanha, Estados Unidos e União Europeia, além do representante especial da Organização dos Estados Americanos, OEA.

O comandante das forças da ONU no Haiti, o general brasileiro José Luiz Jaborandy Júnior, falou à Rádio ONU sobre o trabalho das tropas de paz na região.

"A presença do componente militar aqui no Haiti transmite à população exatamente essa sensação de segurança, com a nossa dissuasão, com a presença mostrando a bandeira, compartilhando o dia a dia da população e evitando a execução de crimes e o aumento da criminalidade. Então, essa presença ainda considero fundamental, particularmente, esse período de instabilidade, de impasse político."

Jaborandy disse ainda que a missão da ONU tem mudado no país. Segundo o general, ela passou da visão inicial de assegurar, de impôr a estabilidade e a segurança para agora apoiar as autoridades haitianas a manter a segurança e a estabilidade.

O militar brasileiro afirmou que essa evolução da postura das forças está compatível com a evolução do país.

Eleições Justas

Ainda sobre a formação do novo governo haitiano, o grupo de base encorajou todos os envolvidos no processo que se comprometam a aceitar as medidas propostas pela Comissão Consultiva e a respeitar a legitimidade constitucional do presidente.

Dessa forma, será possível preservar a estabilidade do país e criar "o clima de confiança e respeito mútuo necessário para solucionar a crise política e permitir a realização de eleições inclusivas e justas".

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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