ONU pede proteção dos direitos humanos dos migrantes

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Secretário-geral fez a declaração para marcar o Dia Internacional dos Migrantes, esta quinta-feira, 18 de dezembro; Ban Ki-moon afirmou que muitos vivem e trabalham em condições precárias e injustas.

Dia Internacional dos Migrantes. Foto: OIM

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu proteção dos direitos humanos dos 232 milhões de migrantes no mundo.

A declaração foi feita, em nota, para marcar o Dia Internacional dos Migrantes, nesta quinta-feira, 18 de dezembro.

Condições Precárias

Ban disse que muitos migrantes vivem e trabalham em condições precárias e injustas e muitos se arriscam em travessias pelo mar tentando chegar a um local seguro.

O chefe da ONU afirmou que os migrantes e seus filhos são extremamente vulneráveis à exploração e abusos. Muitos têm sua liberdade cerceada e a persistente discriminação contra o grupo gera profundas desigualdades, ameaça o tecido social da sociedade e geralmente, leva à violência e ataques fatais.

De Genebra, em entrevista à Rádio ONU, o presidente do grupo de Especialistas em Política Global de Migração, Patrick Taran, falou sobre a situação dos migrantes no Brasil.

"O Brasil está renovando suas políticas de migração para poder atrair, principalmente, jovens. Por isso, agora tem bastante gente chegando da Itália, de Portugal e da Espanha para conseguir emprego no Brasil, (empregos) que estão disponíveis e necessitam das habilidades e capacidades que os jovens migrantes trazem com eles."

O secretário-geral Ban Ki-moon afirmou que a Agenda de Desenvolvimento pós-2015 oferece uma oportunidade para se garantir que as populações mais pobres e mais marginalizadas se tornem prioridades dos governos.

Ação Urgente

O diretor-geral da Organização Internacional para Migrações, OIM, William Lacy Swing, pediu ação urgente para salvar a vida dos migrantes e para impedir contrabandistas de explorarem o desespero dessas pessoas com o intuito de extorquir dinheiro.

Somente neste ano, quase 5 mil migrantes perderam a vida em perigosas jornadas pelo mar, desertos ou montanhas, em busca de uma vida melhor. Segundo a OIM, 2014 foi o ano com o maior registro de mortes, o dobro de 2013.

O número mais alto de mortes ocorreu no Mediterrâneo, onde mais de 3 mil pessoas perderam a vida em barcos sem segurança que acabaram naufragando durante a viagem.

Mais de 540 migrantes também morreram na travessia do Golfo de Bengala, na Índia, e 307 perderam a vida ao cruzar a fronteira entre o México e os Estados Unidos.

O diretor-geral da OIM disse que o mundo tem hoje 33,3 milhões de deslocados internos e 16,7 milhões de refugiados. Esse é o número mais alto já registrado desde a Segunda Guerra Mundial.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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