ONU pede medidas para conter mortes em protestos nos territórios palestinos

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Alto comissário das Nações Unidas para direitos humanos também pediu investigações sobre os casos; ele mencionou morte de ministro palestino.

Zeid Al Hussein. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.*

O alto comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein, apelou às autoridades israelenses que tomem medidas urgentes para interromper ferimentos e mortes que estão ocorrendo em protestos nos territórios palestinos.

Ele também pediu investigações significativas para apurar todos estes incidentes.

Direitos Humanos

O Escritório de Direitos Humanos mencionou a morte do ministro palestino Ziad Abu Ein. Ele participava de um protesto próximo a Ramallah, na Cisjordânia.

Segundo as agências de notícias, houve confrontos entre manifestantes e as forças de segurança de Israel. Zeid afirmou que "os incidentes que antecederam a morte do ministro são preocupantes e devem ser cuidadosamente investigados".

O alto comissário chamou de "ironia terrível e trágica" que o ministro "tenha morrido desta forma após participar de um protesto pacífico contra assentamentos ilegais, centrado em torno da plantação de oliveiras, no Dia dos Direitos Humanos".

Zeid também pediu investigação sobre o caso de um menino palestino de 14 anos que, segundo relatos da imprensa, foi ferido por forças de segurança israelenses durante protestos em um campo de refugiados na Cisjordânia, também em 10 de dezembro.

Incidentes Fatais

De acordo com o Escritório de Direitos Humanos, foram registradas pelo menos 50 mortes de palestinos envolvendo forças de segurança israelenses na Cisjordânia e Jerusalém Oriental.

Este número é quase o dobro das 27 mortes que ocorreram no ano passado em "circustâncias semelhantes".

Segundo Zeid, o número de "incidentes fatais destaca a necessidade de medidas de prestação de contas".

Ele saudou o anúncio das Forças de Defesa de Israel sobre a abertura de uma investigação sobre a morte do ministro palestino.

O alto comissário afirmou que ela deve ser, entre outras coisas, "profunda, independente, imparcial, rápida e transparente" para que as "pessoas possam ter fé em suas conclusões".

Assentamentos

Zeid afirmou que "protestos pacíficos são um direito humano" e que as manifestações devem ser policiadas de acordo com os padrões internacionais.

Ele afirmou também que por conta do que chamou de "natureza ilegal estabelecida" dos assentamentos israelenses na Cisjordânia e Jerusalém Oriental, tais protestos vão "inevitavelmente continuar".

*Apresentação: Michelle Alves de Lima.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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