ONU Mulheres quer maior combate à violência contra o grupo em Moçambique

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Empoderamento económico feminino, consolidação de políticas públicas e maiores parcerias com o setor privado fazem parte dos desafios da agência no país.

Mulheres moçambicanas. Foto: OMS

Ouri Pota, da Rádio ONU em Maputo.

Em Moçambique continua fundamental o combate à violência contra a mulher, declarou a representante interina da ONU Mulheres no país.

Em entrevista à Rádio ONU, Florence Raes, afirmou que o ano 2014 foi positivo mas destacou os desafios para o próximo.

Estudo 

"Esta questão da violência permanece um ponto crucial para poder emplacar os direitos das mulheres. Sofrendo violência não permite se inserir em termos económicos, a violência tem custos para a sociedade como um todo, Na saúde, no policiamento, etc. etc. O pais carece de um estudo atualizado, aprofundado e abrangente sobre a realidade, incidência e a prevalência da violência contra as mulheres raparigas para entender melhor esta questão."

Ainda sobre os feitos do ano que finda, Florence Raes destacou o facto de Moçambique ser o quarto país africano a legalizar o aborto. Para ela, o grande desafio é fazer entender o novo código penal neste sentido.

Desafio

"Moçambique como em vários países do Sul tem que se entender o novo código penal neste sentido e a descriminalização do abordo em duas frentes: Primeiro trata-se de um direito humano das mulheres, que é o direito a decidir sobre o próprio corpo, e ao controlar o número de filhos isso continua sendo na teoria porque, obviamente, não é que o direito é garantido por lei que as mulheres tem as condições necessárias para negociar com os seus parceiros dentro das famílias e comunidade essa liberdade ou esse direito."

Treinamento

A construção e consolidação de um sistema de saúde é o elemento-chave para o exercício do direito, a legalização do aborto, acrescentou Florence Raes. 

"Conseguimos reconhecer um direito em termos de direitos humanos, atender o direito a saúde das mulheres, mas precisa-se agora trabalhar na implementação. Isso passa por serviços de saúde qualificados, médicos e enfermeiros treinados, passa também por informar as mulheres que tem esse direito. Então é um primeiro passo, um primeiro passo simbólico e muito importante. A real diferença num país como Moçambique vai se dar na implementação da lei".

A ONU Mulheres em Moçambique destaca nas suas atividades temas como a violência contra a mulher, o HIV/Sida, a orçamentação sensível ao género, a eficácia de ajuda e o género e a redução de risco de desastres.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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