ONU e Cabo Verde prepararam apelo humanitário para vítimas do vulcão

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Especialista disse à Rádio ONU que necessidades devem cobrir período de um ano e prever rendimentos para os populações locais; Portugal e Angola entre os países que apoiam afetados pela erupção vulcânica na ilha do Fogo.

Bandeira de Cabo Verde

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Cabo Verde vai lançar nos próximos dias um apelo humanitário para atender às vítimas do vulcão da ilha do Fogo. O pedido está a ser elaborado com o apoio das Nações Unidas.

A informação foi dada à Rádio ONU, esta sexta-feira, pela líder do grupo de Avaliação e Coordenação de Catástrofes das Nações Unidas, Undac, que está na área afetada. Teresa Encarnação acompanha o progresso das atividades até a próxima semana.

Contribuições

“As Nações Unidas, juntamente com o governo de Cabo Verde, estão a produzir um apelo para assistência humanitária para as populações com uma lista muito clara de quais são as necessidades. Estão a planear para os próximos meses. Neste momento, até o máximo de 12 meses, para prevenir um caso de pior cenário e que continuem a haver contribuições em termos de comida, de alojamento e de possíveis alternativas para as fontes de rendimento sobretudo para as populações que dependiam da agricultura e do gado.”

Encarnação, que também é funcionária do Escritório da ONU para a Assistência Humanitária, Ocha, destacou que começam a chegar bens de apoio às vítimas. O auxílio inclui ofertas do Japão, dos Estados Unidos e de países europeus e lusófonos.

Angola e Portugal

“Portugal, com o apoio do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia, já fez duas missões para entregar bens não-alimentares e duas ambulâncias ao governo de Cabo Verde para apoiar à população afetada. Houve uma missão com a fragata que veio, seguida de uma aeronave C130 para trazer as duas ambulâncias, tendas e outros itens. O governo de Angola está a reportar que vai trazer assistência com três aeronaves, que vão entregar assistência ou para Praia ou para Sal, que será depois enviada para o Fogo através do ferry.”

O Serviço de Proteção Civil alertou para um potencial de agravamento da situação na ilha do Fogo, com a continuação da atividade vulcânica e do movimento da lava na cratera da Chã das Caldeiras.

O diretor da entidade, Arlindo Lima, disse haver três centros de reassentamento com cerca de mil pessoas. O número de desabrigados deve subir com aldeias  em risco de evacuação, declarou o responsável.

A disseminação rápida de alertas precoces e as evacuações são considerados fatores que garantiram que não tenham ocorrido perdas humanas na área conhecida pela produção de café e vinho.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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