ONU condena massacres na RD Congo e pede acesso humanitário

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Continuação de assassinatos e de outras violações de direitos humanos na província de Kivu Norte preocupa Agência das Nações Unidas para Refugiados; nos últimos três meses, mais de 250 pessoas foram mortas em ataques.

Deslocados em Kivu Norte. Foto: Acnur/B.Sokol

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Agência da ONU para Refugiados, Acnur, está muito preocupada com a onda de massacres na República Democrática do Congo, em especial em Beni, na província do Kivu Norte.

O Acnur explica que múltiplos ataques nos últimos três meses espalharam medo e deixaram muitos civis deslocados. A agência está a apelar por acesso humanitário para poder ajudar as pessoas mais necessitadas.

Casos

Segundo o Acnur, há relatos de que 256 pessoas foram mortas por facões e machados desde outubro, incluindo crianças entre as vítimas. Novos massacres por grupos armados ocorrem todas as semanas.

Em vilarejos a oeste de Beni, pelo menos 52 civis foram assassinados entre os dias 7 e 8 de dezembro e mais 19 mortes ocorreram esta semana. A violência também se espalhou na Província Oriental nos últimos dias, com pelo menos sete mortos.

Deslocados Internos

Com isso, houve um aumento acentuado de desalojamentos em Beni, com 88 mil pessoas a deixar suas casas e a viver em escolas, igrejas ou com parentes. O Acnur lamenta que esses civis estejam a viver com medo de novos ataques e praticamente sem receber assistência.

Entre os itens mais necessários estão cobertores, material de higiene, água potável e utensílios de cozinha. A falta de higiene adequada preocupa, porque o Acnur destaca a prevalência na região de casos de malária, febre tifóide, anemia, diarreia e desnutrição.

Acesso

A agência da ONU precisa de acesso seguro a região de Beni para poder estabelecer uma presença humanitária e ajudar a população traumatizada. O Acnur revela que o exército congolês está a restringir a movimentação de pessoas.

O preço dos alimentos está a aumentar, o que pode vir a causar mais casos de fome. O Acnur pede ao governo da RD Congo que proteja os civis de Beni e permita a entrada de organizações humanitárias na área. Também é feito um pedido à missão da ONU no país, Monusco, para que aumente a presença de seus capacetes azuis na região.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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