OMS alerta que Serra Leoa ultrapassou Libéria em casos de ebola

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Último boletim da agência da ONU diz que os dois países seguidos da Guiné lideram em número de infecções; representante do secretário-geral da ONU afirmou que apesar dos esforços doença continua se alastrando.

Foto: Unicef/Suzanne Beukes

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

A Organização Mundial da Saúde, OMS, anunciou que, até agora, Serra Leoa teve 7798 casos de ebola e já supera os registros da vizinha Libéria, com 7719.

Os dados constam do último boletim da agência, divulgado esta terça-feira, e mostram que a Guiné teve 2283 casos. As três nações são as mais atingidas pelo surto, que já matou 6331 e infectou um total de 17,8 mil pessoas em oito países. Segundo a OMS, 3177 mortes, pouco mais de metade, ocorreram na Libéria

Vírus

Ainda nesta terça-feira, em Genebra, o enviado especial do secretário-geral para o ebola, David Nabarro, afirmou que apesar dos progressos reais alcançados nos últimos três meses, o vírus continua avançando pela região leste de Serra Leoa.

Nabarro alertou que o fenômeno ocorre também em áreas remotas do norte da Guiné e que poderia atingir comunidades não afetadas pela doença.

Segundo ele, "não se pode considerar que o trabalho esteja feito, ainda que parcialmente, por causa do receio, enquanto houver infecção numa parte ou em toda área que poderia se espalhar facilmente".

Possibilidade

Nabarro não descartou a possibilidade de propagação do vírus mesmo em locais onde atualmente os níveis de infecção são zero.

O especialista da ONU disse que milhares de pessoas ainda estão sofrendo com a doença.

A falta de centros de isolamento para tratamento de pacientes na área ocidental de Serra Leoa agravou o problema. Nabarro anunciou ainda que centenas de leitos vão estar disponíveis nas próximas semanas.

Profissionais de Saúde

O apelo do enviado é por mais ajuda de profissionais de saúde internacionais. Cerca de 300 trabalhadores são necessários para cada posto de saúde com 50 leitos durante pelo menos três meses.

Nabarro disse que há razões para otimismo em relação a forma como a doença tem sido combatida, mas destacou que há muita ansiedade quanto à dimensão dessa tarefa no futuro.

*Apresentação: Edgard Júnior.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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