Maioria dos migrantes que chegaram à Itália pelo mar este ano eram sírios

Ministério do Interior do país divulgou números entre 1 de janeiro a 30 de novembro; país resgatou pelo mar mais de 163 mil pessoas no período; migrantes chegam a pagar US$ 6 mil para fazer perigosa travessia.

Foto: Acnur/Phil Behan

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Internacional para Migração, OIM, notou que apesar de uma piora das condições em alto mar em novembro, os contrabandistas continuaram a encontrar maneiras de enviar à Europa pessoas que buscam refúgio.

A OIM citou números divulgados pelo Ministério do Interior da Itália: entre 1 de janeiro e 30 de novembro, o país resgatou 163,3 mil migrantes que faziam a travessia de barco.

Nacionalidades

No mês passado, o mau tempo fez com que o total de chegadas fosse de 9,9 mil pessoas, apenas um terço do registado em setembro. Foi revelado ainda que os sírios formam o maior grupo de migrantes, com 40 mil pessoas deixando o país rumo à Itália. A maioria saiu de barco a partir da Turquia.

De seguida veem os eritreus, com 34 mil pessoas resgatadas. Os civis da África Subsaariana deixaram a região por meio da Líbia e a OIM está a investigar se esta pode ser uma nova tendência. Este ano, houve aumento também da chegada de pessoas de Bangladesh e da Palestina, em comparação com os números de 2013.

Turquia

Na semana passada, funcionários da OIM forneceram assistência a quase 400 migrantes que alcançaram o porto de Augusta, na região da Sicília. Segundo testemunhas, o grupo estava a viajar num grande barco pesqueiro que deixou a Turquia no final de novembro e a maioria eram sírios e palestinianos.

Algumas famílias relataram à OIM que deixaram a cidade síria de Kobane em setembro e passaram a viver num campo para refugiados na Turquia. Devido às condições difíceis no local, como a falta de leite para as crianças, os civis resolveram buscar abrigo na Itália.

Pagamentos

Para poder financiar a travessia de barco, precisaram vender seus pertences, como objetos de ouro. Cada membro acima de sete anos de idade precisou pagar US$ 6 mil para ter lugar na viagem, segundo relataram aos funcionários da OIM.

A organização avalia que os contrabandistas na Turquia cobram cada vez mais caro para fazer a perigosa travessia à Europa pelo mar. Os preços podem variar de acordo com o número de migrantes. Se forem mais de 500 num barco, cada pessoa paga US$ 4,5 mil.

No princípio do mês, a OIM também entrevistou centenas de migrantes da África Subsaariana que sobreviveram a tragédias em alto mar, quando os barcos em que estavam afundaram. A maioria dos sobreviventes provém da Nigéria, do Senegal e do Mali.

Segundo a OIM, desde o início do ano, 3,5 mil africanos morreram ao tentar chegar à Europa pelo mar, a maioria devido a acidentes do Mediterrâneo. O número é seis vez mais que o registado ano passado.

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