Idosos e crianças são os mais atingidos pela crise na Ucrânia

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Relatório do Alto Comissariado de Direitos Humanos afirmou que pelo menos 5 milhões de pessoas lutam para sobreviver; 4,7 mil ucranianos morreram e 10,3 mil ficaram feridos por causa do conflito no leste e outras partes do país.

Aleksandr, que tem paralisia cerebral, e seu filho Ivan em centro para deslocados ucranianos ao leste da Ucrânia. Foto: Acnur/E.Ziyatdinova

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A ONU alertou esta segunda-feira que mais de 5 milhões de pessoas lutam para sobreviver nas regiões de conflito na Ucrânia. Isso representa mais de 10% da população do país.

Um relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas de Direitos Humanos afirmou que desde o início da violência em abril até meados deste mês, 4707 pessoas foram mortas e 10322 ficaram feridas.

Impacto

Segundo o documento, "a falência da lei e da ordem como também a violência e as lutas na região leste do país tiveram um impacto direto sobre todos os direitos humanos, incluindo segurança, liberdade e bem-estar de todos”.

O Alto Comissariado cita ainda o fluxo de armas pesadas e sofisticadas, além da entrada de combatentes estrangeiros, incluindo russos, na região.

O chefe de Direitos Humanos da ONU, Zeid Al Hussein, afirmou que "o conflito entrou no nono mês e a situação está se tornando cada vez mais difícil para quem vive no leste do país".

Mercê

Em Genebra, o porta-voz do Alto Comissariado, Gianni Magazzenni, disse que não há qualquer procedimendo de garantias ou de proteção real para a população, que basicamente está à mercê dos grupos armados.

Magazzenni citou a ocorrência de assassinatos, sequestros, tortura, violência sexual e trabalho forçado nas áreas controladas por esses grupos armados.

Ele informou que mais de 550 mil pessoas estão deslocadas e mais de meio milhão fugiu do país.

O alto comissário da ONU, afirmou que "o governo ucraniano continua responsável pela proteção dos direitos humanos de toda a população, incluindo direitos à saúde, educação, previdência social".

Hostilidades

Zeid pediu ainda o fim das hostilidades na região com a implementação do Protocolo de Minsk. O documento, que detalha um plano de paz com 12 medidas, foi aprovado por representantes do governo e dos grupos armados em setembro.

De acordo com o protocolo, todos os reféns devem ser liberados imediatamente. Em novembro, o serviço secreto ucraniano informou que das mais de 2 mil pessoas desaparecidas na região, a metade foi liberada.

As autoridades acreditam que pelo menos 378 militares ucranianos, dois jornalistas e um número desconhecido de civis continuam em poder dos grupos armados.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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