Guiné-Bissau e Brasil devem fechar nova parceria na área militar

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Embaixador brasileiro junto às Nações Unidas informou que ministra guineense da Defesa, em visita ao Brasil este mês, deve explorar vias de colaboração entre as duas nações.

Antonio Patriota Foto: ONU/Paulo Filgueiras

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Brasil e a Guiné-Bissau estão estudando possibilidades para fechar um acordo de cooperação na área da Defesa. A informação foi dada à Rádio ONU pelo embaixador brasileiro junto à organização, Antonio Patriota.

Segundo o embaixador, a ministra guineense da Defesa, Cadi Seidi, visita o Brasil ainda neste mês de dezembro para analisar vias de cooperação militar.

Treinamento

"Podemos conversar também sobre perspectivas de cooperação na área militar entre os dois países. Projetos que já existem em andamento foi da constituição de um centro de treinamento de policiais, chama-se João Landim, fica perto da capital de Guiné-Bissau. E foi utilizado durante o processo eleitoral para o treinamento de polícias do país. Por exemplo, para que as eleições transcorressem em ambiente de segurança e normalidade."

Desde meados deste ano, a Guiné-Bissau tem um novo governo, democraticamente eleito, após mais de dois anos da realização de um golpe de Estado, que tirou do poder o ex-primeiro-ministro e o presidente interino.

Aposentadoria

Uma das medidas no novo governo de Domingos Simões Pereira foi utilizar um processo de consulta para promover a aposentadoria e reforma de alguns quadros militares do país.

Segundo o embaixador Antonio Patriota, a nova fase democrática da Guiné-Bissau facilita a retomada da cooperação com o Brasil em outras áreas como cultura e negócios.

"Continuamos com um programa que é levado a cabo pelo Centro de Estudos Brasileiros em Bissau, que envolve eventos culturais ligados à língua portuguesa que nos aproxima. Eu espero que surjam também oportunidades de retomarmos uma cooperação econômica mais estreita. Não inteiramente a cabo do governo, mas também que o setor privado brasileiro, que já tem uma presença na África Ocidental bastante considerável, se interesse pelas oportunidades existentes em Guiné-Bissau."

Antonio Patriota é também responsável pela estratégia de paz da ONU para a Guiné-Bissau no contexto da Comissão de Consolidação da Paz da organização que  conta com vários países incluindo a nação de língua portuguesa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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