Fórum sugere que países afectados pelo ébola tenham sua dívida perdoada

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Recomendação foi feita pela Comissão Económica para África, ao alertar para o aumento do estigma social, do desemprego e da insegurança alimentar na África Ocidental; homem entra na Guiné-Bissau com suspeita de ébola.

Funcionária da OMS na Serra Leoa. Foto: OMS/S. Saporito

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A Comissão Económica da ONU para África, Uneca, está a recomendar aos credores que "considerem seriamente" o cancelamento da dívida dos países mais afectados pelo surto de ébola na África Ocidental.

Um estudo do fórum divulgado na segunda-feira destaca desafios no sector de educação da Guiné Conacri, Libéria e Serra Leoa, além do aumento do estigma social, do desemprego e da insegurança alimentar.

Impactos no Continente

O secretário-executivo da Uneca, Carlos Lopes, observa que "as situações económica e social nos três países são dramáticas", mas que a crise para o continente africano está "exagerada".

Lopes argumenta que apesar das fortes perdas no Produto Interno Bruto, PIB, os efeitos tanto na África Ocidental quanto no continente podem ser mínimos, uma vez que as três nações juntas correspondem a apenas 0,68% do PIB de África.

Testes Rápidos

A recomendação mais importante da Uneca é para o cancelamento da dívida da Guiné Conacri, da Libéria e da Serra Leoa, uma vez que os países terão dificuldades em cumprir com as suas obrigações económicas internacionais.

Num outro desenvolvimento também ligado ao ébola, a Organização Mundial da Saúde, OMS, anunciou que nove empresas submeteram 19 propostas de testes rápidos para diagnosticar o vírus.

Segundo o representante da OMS para diagnósticos do ébola, os testes estão a ser avaliados e alguns utilizam um sistema similar aos testes rápidos para detectar a gravidez.

Guiné-Bissau

Nas circunstâncias atuais, são necessárias várias horas ou até mesmo dias para sair o resultado do teste e a agência da ONU explica que muitas pessoas necessitam ir até os laboratórios, que estão concentrados nas cidades.

Já a Missão da ONU para Resposta de Emergência ao Ébola, Unmeer, confirmou que um homem que entrou na Guiné-Bissau após deixar a Guiné Conacri está a receber tratamento com suspeita de ter ébola.

O último balanço oficial confirma mais de 18,4 mil casos de ébola e mais de 6,8 mil mortes pelo vírus desde o início do surto, em março.

*Apresentação: Denise Costa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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