Exclusiva: Antonio Patriota fala sobre 2014 nas Nações Unidas

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Antonio Patriota. Foto: Rádio ONU

Embaixador do Brasil junto às Nações Unidas lembra da colaboração do país através da realização da Conferência Rio + 20 à formação da agenda pós-2015 de desenvolvimento. Segundo Patriota, "o governo, a diplomacia brasileira em coordenação com outras áreas do próprio governo, contribuiu para estabelecer um pouco o mapa do caminho do que serão as prioridades para o ano de 2015."

Para o chefe da Missão do Brasil junto à ONU, o Brasil também se destacou na área de direitos humanos ao conseguir ver adotada, em parceria com a Alemanha, uma resolução mais robusta sobre o direito à privacidade na era digital. Juntas, as duas nações conseguiram o apoio de 65 países como co-patrocinadores do texto, 10 a mais que em 2013.

Guiné-Bissau

Uma das atuações o embaixador este ano foi a liderança da Comissão de Consolidação da Paz, que trata da situação de países que emergiram de conflitos. Patriota citou o caso da Guiné-Bissau, o país de língua portuguesa no oeste da África, que deu posse a um governo democraticamente eleito, em meados do ano, abrindo espaço para uma nova cooperação com a comunidade internacional e especialmente o Brasil.

"Continuamos com um programa que é levado a cabo pelo Centro de Estudos Brasileiros em Bissau, que envolve eventos culturais ligados à língua portuguesa que nos aproxima. Eu espero que surjam também oportunidades de retomarmos uma cooperação econômica mais estreita. Não inteiramente a cabo do governo, mas também que o setor privado brasileiro, que já tem uma presença na África Ocidental bastante considerável, se interesse pelas oportunidades existentes em Guiné-Bissau." O embaixador brasileiro lembrou ainda a parceria do Brasil com os demais países de língua portuguesa.

Apoio

A Comissão, liderada por Patriota, foi ainda uma das primeiras áreas da ONU a realizar reuniões de combate ao ebola pedindo o apoio dos países-membros para conter o surto. No início de dezembro, o Brasil anunciou um ajuda de US$ 25

Embaixador do Brasil em entrevista à Rádio ONU. Foto: Rádio ONU

milhões para comprar alimentos, remédios e equipamento de saúde para as vítimas da doença, que afetou mais duramente três países da África Ocidental: Libéria, Serra Leoa e Guiné.

Antonio Patriota falou ainda sobre o processo de revisão das operações de paz da ONU, que inclui as operações de manutenção da paz e as missões políticas. No mesmo contexto, Patriota falou de algumas sugestões do Brasil sobre o mandato e assuntos a serem tratados pelo grupo. Para o embaixador uma das preocupações do país relaciona-se ao uso de veículos não-tripulados ou material avançado tecnologicamente. Para Patriota, é preciso debater ainda os mandatos das operações de paz e o uso da força, "no sentido ofensivo, não apenas em defesa do mandato ou em autodefesa".

O embaixador e líder da Comissão de Consolidação da Paz informou que o trabalho do grupo irá passar por uma revisão em 2015. Serão analisados casos de sucesso como o do Timor-Leste e desafios ainda existentes como a situação na Libéria.

Ele encerrou a entrevista comentando a contribuição do Brasil e a defesa do diálogo para solução de conflitos no mundo.

Em janeiro, a Rádio ONU irá publicar a segunda parte da entrevista do embaixador do Brasil sobre as prioridades do país nas Nações Unidas em 2015.

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