Escritório da ONU quer investigação de mortes no Egito

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Protestos contra retirada de acusações contra ex-líder fizeram pelo menos cinco vítimas incluindo elementos das forças  de segurança; entidade diz aguardar resultado sobre jornalistas da Al-Jazeera e condenações à morte em massa.

Protestos no Egito. Foto: Irin/Amr Emam

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.* 

O Escritório da ONU para os Direitos Humanos pediu uma investigação imediata, completa e independente das mortes ocorridas no fim de semana no Egito.

Confrontos entre autoridades e manifestantes resultaram em pelo menos cinco mortos, incluindo dois elementos das forças de segurança.

Denúncias 

Em nota, publicada esta terça-feira, em Genebra, a entidade apela às autoridades que garantam que as suas forças de segurança não usem força excessiva.

Agências de notícias informaram que a polícia usou gás lacrimogéneo para dispersar a multidão, que protestava contra a retirada das acusações ao ex-presidente, Hosni Mubarak. As denúncias estavam relacionadas com as mortes ocorridas durante a revolta ocorrida há três anos.

O apelo também visa os manifestantes, para que estes garantam que os seus encontros sejam pacíficos. O escritório manifestou apreensão com o impacto de tais eventos sobre a liberdade de expressão, de associação e de reunião.

Manifestações 

Um outro motivo de preocupação é a falta de responsabilização pelas violações dos direitos humanos cometidas pelas forças de segurança, no contexto das manifestações ao longo dos últimos três anos no país.

A entidade criticou o que chamou de crescente polarização na sociedade egípcia, tendo exortado às partes que se envolvam num diálogo nacional para levar avante a proteção dos direitos humanos.

Adolescentes

A nota cita exemplos como a condenação de 78 adolescentes a penas entre dois e cinco anos de prisão em Alexandria. Eles foram acusados de participar em protestos não autorizados, aderir à Irmandade Muçulmana, advogar pela queda do regime, bloquear vias de trânsito e espalhar o medo.

O uso de julgamentos militares para civis, com pelo menos 16 sentenças em tribunais militares desde outubro foi criticado pelo escritório, que pediu às autoridades que garantam que os autores de graves violações dos direitos humanos não fiquem impunes.

Sobre questões como a prisão dos jornalistas da Al-Jazeera e as condenações à morte em massa, a entidade da ONU manifestou a expectativa de obter frutos do processo marcado pelas críticas e sugestões que dirigiu ao Egito.

*Apresentação: Denise Costa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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