Enviados aos Grandes Lagos querem implementação de acordo com M23

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É feito pedido aos governos da RD Congo, Uganda e Ruanda para reforçarem colaboração sobre repatriação de ex-combatentes; há um ano, autoridades e grupo rebelde assinaram Declaração de Nairobi.

Martin Kobler. Foto: ONU/Paulo Filgueiras

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Enviados especiais da ONU e da União Africana para a região dos Grandes Lagos estão preocupados com a "lenta" implementação da Declaração de Nairobi.

O acordo foi assinado há um ano, na capital do Quénia, pelo governo da República Democrática do Congo e o grupo rebelde M23, com o compromisso de acabar com o conflito entre as forças armadas congolesas e o M23.

Anistia

No comunicado conjunto, os especialistas elogiam medidas tomadas até agora, como a anistia a ex-combatentes. Mas pedem aos governos da RD Congo, Uganda e Ruanda para reforçarem a colaboração e acelerar a repatriação de ex-integrantes do M23 e seus dependentes.

A nota é assinada pelo enviado especial da ONU para os Grandes Lagos, Said Djinnit, pelo chefe da Missão da ONU na RD Congo, Martin Kobler, e por enviados da União Africana, União Europeia, Estados Unidos e Bélgica.

Justiça

O comunicado conjunto lembra que outras medidas críticas da Declaração de Nairobi ainda precisam ser implementadas, como a justiça para as vítimas do conflito.

Outros compromissos são relacionados ao retorno de refugiados e deslocados internos, reconciliação nacional e reformas sociais, económicas e de segurança. Para os representantes, "apenas esforços conjuntos poderão levar paz ao leste da RD Congo".

Os enviados à região dos Grandes Lagos afirmam que vão continuar a trabalhar neste sentido e a assistir as partes envolvidas a implementar a declaração.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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