Ébola pode causar prejuízos de até US$ 32 mil milhões em África Ocidental

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Relatório do Banco Mundial trata dos impactos económicos do surto e projeta redução da taxa de crescimento do PIB da Guiné Conacri, Libéria e Serra Leoa; países estavam a registar rápido avanço antes da crise do ébola.

Foto: Banco Mundial

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Banco Mundial alerta que a epidemia de ébola vai afetar o crescimento económico de África Ocidental em 2015. Um relatório sobre o impacto da doença, divulgado esta terça-feira, prevê uma redução do Produto Interno Bruto, PIB, da Guiné Conacri, da Libéria e da Serra Leoa.

Segundo o Banco Mundial, todos os três países africanos estavam a registar um rápido avanço em suas economias até o primeiro semestre de 2014. Antes do surto, era previsto um avanço de 5,9% para a Libéria, mas a revisão do Banco Mundial fala agora num crescimento de 2,2%.

2015

No caso de Serra Leoa, a previsão inicial era de crescimento de 11,3%, que caiu para apenas 4%. Na Guiné Conacri, a queda foi mais acentuada: de 4,5% para 0,5% neste ano.

O relatório do Banco Mundial prevê um quadro ainda mais difícil para o próximo ano. O PIB da Guiné Conacri deve sofrer uma retração de 0,2% e Serra Leoa pode ter um crescimento negativo de -2%.

A situação muda em relação à Libéria, onde os especialistas projetam um crescimento de 3% do PIB em 2015, devido a sinais de progresso na contenção do éboa e aumento da atividade econômica.

Prejuízos

Essas previsões têm como base uma perda de receita para os três países de mais de US$ 2 mil milhões no biénio 2014-2015.

Os especialistas do Banco Mundial disseram que se o surto continuar a aumentar na região, o impacto financeiro pode chegar a mais de US$ 32 mil milhões até dezembro do próximo ano.

O relatório divulgado esta terça-feira afirma que esse cálculo continua válido, já que o ébola ainda não está sob controlo.

Visita

O Banco Mundial está a mobilizar quase US$ 1 mil milhão em financiamento para os países mais afetados pela doença. O montante inclui US$ 518 milhões para as operações de resposta à epidemia e pelo menos US$ 450 milhões para facilitar o comércio, o investimento e a criação de empregos na Guiné Conacri, na Libéria e na Serra Leoa.

O presidente do órgão, Jim Yong Kim, inicia uma visita de dois dias à África Ocidental para avaliar o impacto do ébola na região. Kim vai manter contato com autoridades dos governos da região e agências internacionais.

Na agenda, serão debatidas quais medidas devem ser adotadas para se atingir a meta de “zero caso” da doença o mais rápido possível.

*Apresentação: Leda Letra.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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