Com ajuda de doadores, PMA volta a entregar comida no Quénia

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Refugiados dos campos de Dadaab e Kakuma receberão novamente a ajuda a partir de 1 de janeiro; US$ 45 milhões enviados à agência da ONU desde o apelo de emergência feito em outubro.

Entrega de comida a refugiados. Foto: PMA/Martin Penner

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Programa Mundial de Alimentação, PMA, anunciou que vai retomar em janeiro a entrega de comida a refugiados do Quénia. A medida será possível graças a novas contribuições financeiras enviadas à agência da ONU.

O PMA costuma entregar porções de alimentos duas vezes por mês para cerca de meio milhão de refugiados que estão a viver nos campos de Dadaab e de Kakuma, no norte do Quénia.

Apoio

Em meados de novembro, a falta de verbas forçou a agência a reduzir a entrega de comida pela metade. Mas graças ao apoio de vários governos, foram levantados US$ 45 milhões desde que o PMA lançou um apelo de emergência em outubro.

Com as doações financeiras, foi possível limitar o corte de comida em dezembro para 40% e as porções completas voltam a ser entregues a partir de 1 de janeiro. O diretor interino do PMA no Quénia lembra que  "os refugiados dependem de assistência alimentar para sobreviver".

Países Doadores

Thomas Hansson revela "ser um alívio poder novamente atender todas as necessidades das pessoas em Dadaab e em Kakuma" e agradece o apoio dos que doaram dinheiro para tornar possível a entrega de comida nutritiva aos civis.

Alemanha, Arábia Saudita, Dinamarca, União Europeia, Reino Unido e o Fundo Central de Resposta de Emergências da ONU, Cerf, foram os principais doadores até o momento, sendo que o PMA está a contar ainda com uma contribuição de US$ 20 milhões dos Estados Unidos  que deve chegar em fevereiro.

Nutrição

Segundo a agência da ONU, a política do governo queniano não permite aos refugiados trabalharem fora dos acampamentos, o que os torna totalmente dependentes de assistência internacional.

Por mês, o PMA distribui 9,7 mil toneladas de comida para 500 mil pessoas no país, programa que tem o custo de US$ 10 milhões. São entregues cereais, leguminosas, óleo vegetal, sal e uma mistura de maizena rica em nutrientes. As refeições fornecem cerca de 2,1 mil calorias por pessoa, a dose diária recomendada.

*Apresentação: Denise Costa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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