Cepal: crescimento da América Latina e Caribe deve ser 2,2% em 2015

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Comissão da ONU calcula que o PIB regional deve subir apenas 1,1% este ano; estimativas foram apresentadas nesta terça-feira, 2 de dezembro.

Aumento do PIB regional. Foto: Cepal

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O crescimento da América Latina e do Caribe vai se recuperar em 2015 e chegar a 2,2%, em média.

As estimativas são da Comissão Econômica da ONU para América Latina e Caribe, Cepal, e foram apresentadas nesta terça-feira no Chile, pela secretária-executiva da Comissão, Alicia Bárcena, e fazem parte do relatório anual que será publicado nas próximas semanas.

Aumento moderado

Segundo a Comissão, este "aumento moderado" vai acontecer em "contexto de uma lenta e heterogênea recuperação da economia mundial".

Como foi observado em 2014, a estimativa é que o desempenho da economia global tenha efeitos diferentes entre os países e sub-regiões no ano que vem. De acordo com a Cepal, a América Central, juntamente com o Haiti e o Caribe de língua espanhola devem crescer a uma taxa de 4,1%, a América do Sul 1,8% e o Caribe de língua inglesa 2,2%.

Os Estados que devem liderar a expansão regional no próximo ano são o Panamá, com um aumento de 7% no PIB, a Bolívia, com 5,5%, o Peru, a República Dominicana e a Nicarágua com 5%.

Em 2014 o crescimento médio regional foi de somente 1,1%, a expansão mais baixa desde 2009. O desempenho regional mostra uma grande heterogeneidade entre países e sub-regiões: A América Central juntamente com o Haiti e o Caribe de língua espanhola cresceram 3,7%, a América do Sul 0,7% e o Caribe de língua inglesa 1,9%.

Inflação

A inflação regional acumulada em 12 meses até outubro foi de 9,4%, em média. No entanto, há grandes diferenças entre os países. A taxa de desemprego aberto urbano deve registrar nova queda de 6,2% do ano anterior, a 6,0% "apesar da fraca geração de emprego, produto do baixo crescimento econômico".

Na área fiscal, a América Latina deve apresentar um leve aumento no déficit de 2,4% do PIB no ano passado para 2,7% este ano. O décifit do Caribe deve cair de 4,1% para  3,9% em 2014.

A dívida pública dos países da região vai se manter em níveis baixos e estáveis, com média de cerca de 32% do PIB.

Segundo a Cepal, a desaceleração do investimento, observada desde 2011, é um "fator importante da queda na taxa de crescimento do PIB".

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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