Casos de ébola na Serra Leoa superam número da Libéria, diz OMS

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País teve aumento de pacientes para 7798, mas Libéria continuam a liderar em termos de óbitos; enviado da ONU anuncia centenas de camas adicionais nas próximas semanas; apelo é que mais profissionais sigam para as áreas afetadas.

David Nabarro. Foto: ONU/Mark Garten

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A Organização Mundial da Saúde, OMS, anunciou que a Serra Leoa teve 7798 casos de ébola e já supera os registos da vizinha Libéria, com 7719.

Os dados da agência, divulgados esta terça-feira, indicam que na Guiné Conacri houve 2283 casos. As três nações são as mais afetadas pelo surto que já matou 6331 mil e infetou um total de 17,8 mil pessoas em oito países. Pouco mais de metade das mortes, 3177, foram relatadas na Libéria, realça a OMS.

Progressos

O informe foi divulgado no dia em que o enviado especial do secretário-geral para o ébola disse que, apesar de progressos reais feitos nos últimos três meses, o vírus continua a alastrar-se na parte ocidental da Serra Leoa.

Falando a jornalistas, em Genebra, David Nabarro alertou que o fenómeno ocorre também em áreas remotas do norte da Guiné Conacri e que poderia espalhar-se para as comunidades não afetadas.

Conforme revelou, não se pode considerar que o trabalho esteja feito, ainda que parcialmente, por causa do receio, enquanto houver infeção numa parte ou em toda área que poderia se espalhar facilmente.

Possível Alastramento

Nabarro não descartou a possibilidade de alastramento mesmo em locais onde atualmente os níveis de infeção são zero.

O especialista da ONU disse que milhares de pessoas ainda estavam afetadas pela doença, que continua presente em áreas onde as comunidades não estariam a assumir o problema.

A falta de centros de isolamento para tratamento de pacientes na área ocidental da Serra Leoa agravou o problema. Nabarro anunciou ainda que centenas de camas estariam disponíveis nas próximas semanas.

Trabalhadores

O apelo do enviado é por mais ajuda de profissionais de saúde internacionais. Cerca de 300 trabalhadores são necessários para cada posto de saúde com 50 camas durante pelo menos três meses.

Nabarro disse, entretanto, que há razões para otimismo em relação à forma como a doença tem sido abordada, mas destacou haver ansiedade quanto à dimensão da tarefa mais adiante.

*Apresentação: Denise Costa.

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