Cabo Verde destacado pelo baixo índice de malária até 2013

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Nos lusófonos, Angola regista mais mortes seguido de Moçambique; número de óbitos cai em mais de metade no continente africano; África Subsaariana regista queda de 45 milhões de casos. República Democrática do Congo lidera ranking de número de mortes no mundo.

Proteção com redes mosquiteiras. Foto: Banco Mundial/Arne Hoel

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Cabo Verde foi destacado em novo relatório da Organização Mundial da Saúde, OMS, por estar entre nações que tiveram menos de 10 casos anuais de malária entre 2000 e 2013. No mesmo grupo estão a Albânia, a Costa Rica e El Salvador.

O país lusófono não registou nenhuma morte devido à doença, segundo o Relatório Mundial sobre a Malária 2014. O documento foi lançado esta segunda-feira, em Genebra.

Angola  

Em relação aos óbitos nos países de língua portuguesa, Angola lidera com 7,3 mil. A seguir está Moçambique com 2941 e Guiné-Bissau com 418. Brasil teve 41, enquanto São Tomé e Príncipe registou 11 e Timor Leste 3.

O relatório destaca a redução drástica do número de mortes com o controlo da doença. Em todo o mundo,  a taxa de mortalidade baixou 47% durante os 13 anos. África, que regista nove de cada 10 casos globais, teve uma redução de 54%. A República Decmocrática do Congo regista 30918 mortes no período, o maior número do mundo.

Na África Subsaariana, apesar de um aumento da população de 43%, o número de pessoas infetadas pela enfermidade caiu de 173 milhões em 2000 para 128 milhões em 2013.

Rede Mosquiteira

No ano passado,  quase metade das pessoas  em risco de contrair a malária na região teve acesso a uma rede mosquiteira tratada com inseticida, ao contrário dos  3% de 2004.

A expectativa da OMS é que a tendência se mantenha,  com a previsão da distribuição de  214 milhões de redes nos países endémicos do continente até ao final do ano.

Pulverização

Em 2013, somente uma em cada três casas de áreas com transmissão de malária na África Subsaariana não tinha uma rede tratada com inseticida. A pulverização interior, tida como outra intervenção chave para controlar o mosquito, baixou nos últimos anos. A resistência a inseticidas foi reportada por 49 países do planeta.

O relatório aponta o ébola como um risco particular nos progressos no combate à malária, nos países afetados pelo vírus.  A OMS considera que o surto na África Ocidental teve um impacto arrasador sobre o tratamento da malária e na implantação das intervenções contra a doença.

Ambulatórios

Guiné Conacri, Serra Leoa e Libéria, os três mais afetados pela epidemia, tiveram a maioria das unidades hospitalares fechadas com uma baixa participação nos ambulatórios.

O risco de contrair a doença paira sobre 3,2 mil milhões de pessoas de 97 países e territórios. Em 2013, estimava-se que 198 milhões de casos de malária em todo o mundo ocorreriam em África.

No ano passado, a malária foi responsável por cerca de 58 mil mortes, dentre os quais cerca de 453 mil menores de cinco ano.

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