Brasileira capacete azul da ONU fala de "situação melhor" no Sudão do Sul

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Vice-porta-voz do elemento militar da Missão de Paz, Unmiss, Melissa Rocha lamentou presença de mais de 100 mil deslocados em instalações da ONU, mas disse que devem ser criadas condições para o retorno da população à casa.

Foto: Unmiss

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A situação no Sudão do Sul está melhor com o registo de uma menor intensidade de confrontos.

As declarações foram feitas à Rádio ONU, de Juba, pela conselheira policial da Missão das ONU no país, Unmiss. A brasileira Melissa Rocha lamentou o facto de as bases da operação de paz continuarem a acolher mais de 100 mil deslocados. Rocha é a vice-porta-voz do elemento militar da Missão.

Retorno

“É uma missão muito única porque nunca antes recebemos refugiados dentro da ONU. Agora, a gente tem dividido o nosso espaço com eles e devemos lutar para que a paz venha, para que este povo possa ter um retorno tranquilo para as suas casas num curto espaço de tempo.”

A única mulher dos três agentes do Brasil regressa ao seu país este mês, após ano e meio a servir na mais nova nação africana onde em dezembro de 2013, eclodiu o conflito entre o governo e rebeldes. A ONU estima que milhares de pessoas morreram.

Surpresa

“Como com o passar do tempo, as coisas foram se estruturando. Aqui em Juba foi construído um campo de deslocados especifico para eles (deslocados) com uma estrutura muito melhor que no principio, porque foi tudo muito mais rápido e de surpresa. Foi depois planejado um campo de refugiados com estrutura, toiletes, escolas locais e espaços de lazer para crianças. Como policiais, somos responsáveis pela paz e pela tranquilidade dentro do campo.”

Na sua despedida, Melissa Rocha recomenda que as forças de paz que sigam  para o país estejam prontas “para enfrentar dificuldades, mas com esperança”.  A sua expetativa é que com a paz consolidada, venha a ser criada uma estrutura para que o povo deslocado volte para casa”.

Sobrevivência

“Temos vários desafios, mas a gente se esforça e tentamos dividir o nosso espaço. Quando esse povo buscou  a ONU, eles viam suporte e uma possibilidade de sobrevivência, de salvá-los e de ajudá-los.”

A crise de segurança desalojou cerca de  1,9 milhão de pessoas e colocou outros mais de 7 milhões em risco de fome e doenças no Sudão do Sul.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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