Ban disse que ebola "é um assassino cruel"

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A declaração foi feita a jornalistas na sede das Nações Unidas, esta segunda-feira, depois de o chefe da ONU ter visitado os países mais atingidos pela epidemia na África Ocidental. Ban chegou à região na quinta-feira passada e visitou Gana, Guiné, Libéria, Mali e Serra Leoa.

Agente de saúde mede a temperatura do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em Freetown, Serra Leoa. Foto: ONU/Evan Schneider

Solidariedade

O secretário-geral disse que "sua viagem à região foi para demonstrar solidariedade e agradecimento aos trabalhadores do setor de saúde que inspiraram o mundo".

Nos encontros que manteve com os presidentes desses países, ele agradeceu pelos esforços de combate ao vírus e reforçou a necessidade das autoridades manterem as operações de vigilância.

Ban disse ainda que durante a viagem constatou o progresso que está sendo alcançado na região. Ele citou a redução da propagação do vírus em várias áreas e em algumas delas, como em Lofa, na Libéria, há várias semanas não é registrado nenhum caso da doença.

Ele explicou que as operações estão dando resultado onde as autoridades estão implementando a estratégia de isolamento dos pacientes, tratamento e rastreamento das pessoas que entraram em contato com os doentes.

Medidas

Apesar dos avanços, Ban afirmou que o ebola continua sendo uma emergência e os esforços não podem diminuir. Segundo ele, são necessárias quatro medidas urgentes.

Em primeiro lugar, Ban disse que a ONU e os países devem adaptar suas ações de acordo com a emergência. Ele citou que em vez de um surto que se espalha de um ponto central, o que está sendo visto agora na África Ocidental são dezenas de pontos de transmissão isolados.

Ele citou a necessidade de aumentar "a caça ao vírus". Isso quer dizer, mais equipes médicas e de técnicos sendo enviadas para regiões remotas para ampliar a área de atendimento.

Ban falou também sobre a importância de se iniciar imediatamente os esforços de recuperação da região, restaurando os serviços essenciais.

Ele afirmou que as crianças devem voltar às escolas e as pessoas devem voltar ao trabalho. Além disso, as autoridades devem tratar de recuperar a economia e cuidar dos milhares de órfãos deixados pela epidemia.

Objetivo

E finalmente, o secretário-geral disse que a comunidade internacional deve aprender as lições deixadas pelo ebola, que vão muito mais além do que fortalecer os sistemas públicos de saúde.

Ban deixou claro que o objetivo imediato é simples, "não ter mais nenhum registro da doença". Segundo ele, "apenas um caso pode gerar uma epidemia".

O chefe da ONU disse que "o ebola é uma doença terrível que nega humanidade às vítimas e estigmatiza os que conseguem sobreviver".

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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