Anthony Banbury deixa de liderar Missão da ONU de Resposta ao Ébola

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Mauritano Ould Cheikh Ahmed passa a assumir as funções em janeiro; no regresso da África Ocidental, enviado do secretário-geral, David Nabarro, pede maiores esforços para combater a doença a oeste da Serra Leoa e norte do Mali.

Anthony Banbury. Foto: Unmeer

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, anunciou esta quinta-feira que o norte-americano Anthony Banbury deixará de ser o seu representante especial e chefe da Missão da ONU de Resposta ao Ébola, Unmeer.

Banbury, que cessa as funções a 5 de janeiro, será substituído pelo mauritano Ould Cheikh Ahmed. Em nota, o chefe da ONU agradeceu a visão e a liderança de Banbury na Unmeer, além do seu compromisso no combate ao surto no cargo assumido em setembro.

Desenvolvimento

Ahmed é mestre em desenvolvimento de recursos humanos, com mais de 28 anos de experiência nas áreas de desenvolvimento e assistência humanitária. Ele assumiu cargos de liderança em várias agências da organização.

O anúncio foi feito no dia em que o enviado do secretário-geral sobre o Ébola, David Nabarro, destacou ter havido uma “grande mudança” nos últimos quatro meses, após os governos das nações afetadas terem assumido a resposta à epidemia.

Resposta

Falando a jornalistas, em Nova Iorque, Nabarro disse que os países têm participado nos esforços e que as comunidades locais estão a honrar a resposta. Mas declarou haver alguma alguma sensibilidade ao lidar com as populações.

David Nabarro declarou que, se não houver uma negociação entre os residentes locais e os trabalhadores de saúde, pode ocorrer uma rutura ou situações de dificuldade que podem levar à confrontação. Conforme explicou, em alguns casos, as pessoas continuam assustadas.

A mais recente atualização da Organização Mundial da Saúde, OMS, aponta para cerca de 17942 casos relatados e 6388 mortos em oito países.

O responsável considera necessários maiores esforços para combater a doença a oeste da Serra Leoa e norte do Mali. A aposta inclui reduzir o número de novos casos na Libéria e limitar a transmissão ao Mali.

Guiné Conacri, Libéria, Serra Leoa e o Mali fizeram parte do périplo de David Nabarro. Ele lembrou que o surto só vai terminar quando não vai houver mais transmissões, uma meta que para a qual disse ser preciso esperar mais dias.

O enviado destacou mudanças na qualidade e na cobertura da resposta, tendo explicado que neste momento a epidemia é caracterizada pela existência de pequenos surtos, por volta de 100 na região afetada.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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