Acnur regista 348 mil migrantes que atravessaram o mar em 2014

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António Guterres desencoraja recusa de asilo aos estrangeiros; alto comissário dos Direitos Humanos chama atenção para riscos de criação de “comunidades fechadas” xenófobas.

Chegadas recordes de migrantes. Foto: Acnur/A. D'Amato

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, revelou que pelo menos 348 mil pessoas arriscaram a vida em viagens marítimas feitas desde o início deste ano em todo o mundo.

A movimentação deveu-se aos conflitos e à pobreza destacam as estimativas divulgadas esta quarta-feira, em Genebra. A informação é baseada em números obtidos de autoridades costeiras e vários pontos de dados.

Esforços

O chefe da agência, António Guterres, disse que com chegadas recordes de migrantes por via marítima a comunidade internacional perde o foco e ao invés de salvar vidas intensifica os seus esforços para negar asilo aos estrangeiros.

Em nota, Guterres realça que a segurança e a gestão da imigração são preocupações para qualquer país, mas sublinha que as políticas devem ser concebidas de forma a não fazer das vidas humanas danos colaterais.

Europa

A Europa recebeu 207 mil migrantes, o maior número de chegadas pelo mar. Os migrantes fogem de conflitos na Líbia, na Ucrânia, na Síria e no Iraque. O valor corresponde a quase o triplo dos cerca de 70 mil migrantes de 2011.

Com 82 mil migrantes, o Corno de África lidera em termos de rotas marítimas usadas pelos migrantes em busca de melhores oportunidades económicas e candidatos a asilo que fogem de conflitos. A seguir estão o sudeste da Ásia, com 54 mil, e as Caraíbas com quase 5 mil pessoas.

Xenofobia

Em nota separada, o alto comissário para os Direitos Humanos advertiu que os países ricos continuam a precaver-se da chegada de migrantes e de candidatos a asilo arriscando-se a tornar-se o chamou de “comunidades fechadas” xenófobas.

Zeid Al Hussein considerou inúteis as tentativas unilaterais dos países para fechar as fronteiras. Para ele, a resposta não pode estar no que chamou de planos agressivos e muitas vezes contraproducentes de combate ao contrabando.

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