Acnur prepara-se para novo fluxo de migrantes devido a confrontos na Líbia

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Na fronteira foi instalado um escritório para receber e registar recém-chegados; desafios incluem sensibilizar o público para mudaça de atitudes hostis aos deslocados; fim de semana teve ataques aéreos contra a cidade de Misrata.

Casa destruída na cidade de Mizdah, na Líbia, após conflito tribal em março de 2013. Foto: Irin/Jorge Vitoria Rubio

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Com o intensificar dos confrontos na Líbia, várias agências humanitárias preveem um novo fluxo de migrantes e refugiados para a Tunísia.

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, antecipa uma  movimentação à larga escala tanto de pessoas originárias da África Subsaariana que vivem na Líbia, como de líbios que devem fazer acontecer um novo êxodo.

Direitos

A Tunísia acolhe mais de um milhão de líbios, segundo a agência da ONU. Migrantes do país vizinho podem ficar sem visto durante meses e gozar de vários direitos similares aos dos cidadãos tunisinos. Os planos de contingência são para receber até várias dezenas de milhares de pessoas.

O Acnur anunciou a criação de um escritório de pré-registo e de receção, situado a cerca de cinco quilómetros da fronteira da Líbia. O objetivo é entrevistar aos recém-chegados e determinar os que precisam de proteção internacional.

Em coordenação com as autoridades tunisinas, a agência da ONU disse ter identificado uma série de locais, incluindo escolas e edifícios públicos, onde os recém-chegados podem ser acomodados.

Ataques Aéreos

No fim de semana, a Missão das Nações Unidas na Líbia, Unsmil, condenou vários ataques aéreos contra a cidade de Misrata como parte do recrudescimento dos combates em todo o país.

A operação de paz disse que qualquer nova escalada nas hostilidades poderia voltar a mergulhar o país numa guerra generalizada. A Unsmil deplorou os ataques aéreos supostamente realizados pela força aérea da Líbia, no domingo, contra as milícias baseadas na cidade ocidental.

A advertência às partes foi de que os ataques só vão piorar a situação de segurança e não ajudar a colocar fim aos combates.

Grupos Armados

No dia do natal, uma central de energia na cidade de Sirte matou pelo menos nove soldados. Agências de notícias citam fontes militares atribuindo as responsabilidades pelo ataque a uma junta que integra grupos islamitas.

O encarregado do escritório do Acnur na cidade tunisina de Zarzis, Naoufel Tounsi, disse ter sido aprendido muito com a experiência de 2011, quando iniciaram conflito na líbia. Mais de 200 mil  pessoas atravessaram a fronteira

A previsão das necessidades dos refugiados e requerentes de asilo junta-se ao desafio de sensibilizar o público a mudar atitudes hostis aos deslocados.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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