Acnur preocupada com isolamento de grupo étnico centro-africano

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Mais de 400 membros da minoria Peul estão bloqueados devido à violência; área de Yaloke já foi considerada próspera e habitada por mais de 10 mil muçulmanos.

Grupo de deslocados internos em Yaloke, na República Centro-Africana. Foto: UNHCR/M. Dore

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, revelou preocupação com o agravamento da situação de 474 membros de um grupo minoritário muçulmano que está isolado devido à violência na República Centro-Africana.

Trata-se de integrantes da comunidade Peul, que por vários meses enfrentam a situação na cidade de Yaloke, a 200 quilómetros a noroeste da capital centro-africana, Bangui.

Adultos e Crianças

A agência considera terríveis as condições humanitárias do grupo. Adultos e crianças estão gravemente desnutridos e mais de 30% sofrem de malária.

Além do registo de seis casos de tuberculose, 42 pessoas morreram desde a sua chegada à região em abril. Os restantes vão enfraquecendo diariamente, declara a nota da agência da ONU.

Ameaças

O Acnur considera necessária a sua transferência para locais mais seguros, dentro do país ou nas nações vizinhas. Mesmo com a presença de forças internacionais, os habitantes de Yaloke são alvos de ameaças frequentes, de agressão verbal e física, além de saques atribuídos às milícias anti-Balaka.

No início de fevereiro, os Peul foram atacados em várias cidades do município de Lobaye, a oeste de Bangui.

Vários membros do grupo perderam os parentes e conhecidos, que foram presos ou mortos pelos anti-Balaka. Os Peul são os únicos muçulmanos restantes em Yaloke, que já foi uma cidade próspera com mais de 10 mil muçulmanos.

*Apresentação: Leda Letra.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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