Violência em cidade centro-africana provoca fuga de 80% dos moradores

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De acordo com o Ocha, 10 mil pessoas deixaram a cidade de Zemio; homens armados estão na área da fronteira com o Sudão do Sul; PMA retoma programa de alimentação escolar com o arranque do período letivo no país.

Foto: PMA

Eleutério Guevane, Rádio ONU em Nova Iorque.

O Escritório da ONU para Assistência Humanitária, Ocha, anunciou que 80% dos habitantes da cidade de Zemio, na República Centro-Africana, estão em busca de proteção após os ataques ocorridos esta segunda e terça-feiras.

A situação é considerada altamente tensa na área de fronteira do país com o Sudão do Sul. O escritório aponta para cerca de 10 mil desalojados além da presença de homens munidos de armas de fogo, facões, facas, arcos e flechas.

Feridos

O que é considerado um dos mais graves deslocamentos locais seguiu-se aos dos dois dias de ataques violentos entre as comunidades da região do sudeste.

As autoridades locais são citadas pelo Ocha a apontar para pelo menos 10 feridos, sendo dois em estado grave.

As Nações Unidas estimam que mais de 830 mil pessoas foram deslocadas na República Centro-Africana durante os dois anos do conflito entre forças de maioria cristã e muçulmana. Cerca de 430 mil pessoas fugiram para os países vizinhos.

Retorno às aulas

Entretanto, o Programa Mundial de Alimentação, PMA, anunciou o reinício do seu programa de alimentação escolar com o regresso dos alunos às salas de aula nesta quinta-feira. O arranque do período letivo foi marcado por vários atrasos devido à insegurança.

A agência cita avaliações de segurança alimentar apontando para mais de 1,5 milhão de pessoas que sofrem de insegurança alimentar, o equivalente a 32% da população.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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