Unesco lança biblioteca virtual para marcar Dia Mundial da Ciência

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Consultor internacional da agência da ONU disse que website está aberto a todos e que não há barreiras; Julio Sá Rego participou do projeto de criação e disse que o objetivo é proporcionar o acesso ao conhecimento científico no mundo.

Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento. Imagem: Unesco

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.*

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, lança esta segunda-feira a Biblioteca Mundial de Ciência.

A iniciativa faz parte das comemorações para marcar o Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento, este 10 de novembro.

O consultor internacional da Unesco, Júlio Sá Rego, disse que o website está aberto a todos. Segundo ele, o objetivo é mostrar que não existem barreiras e também proporcionar o acesso ao conhecimento científico no mundo inteiro.

De Paris, em entrevista à Rádio ONU, Sá Rego falou sobre a importância da ciência.

"O mundo necessita de uma comunidade científica sólida, tanto para resolver nossos problemas do cotidiano, problemas sérios da sociedade, problemas agrícolas, de saúde, problemas ligados ao meio ambiente. Mas também problemas ligados ao bem-estar."

O consultor da Unesco falou também sobre a situação da ciência no Brasil.

"O Brasil tem uma comunidade científica muito forte, muito importante. Mas é essencial você continuar pensando em frente, vendo o futuro. Hoje em dia ensinar a ciência significa ter uma visão do futuro, significa você ser mestre do seu futuro. Essa é realmente uma ideia que temos que passar aos jovens de hoje."

Para comemorar a data, a diretora-geral da agência da ONU afirmou que a educação científica de qualidade é vital para um futuro mais sustentável para todos.

Irina Bokova disse que a Biblioteca Mundial de Ciências é um recurso online gratuito para o aprendizado do setor. Ele contém centenas de artigos revisados com textos, imagens, ilustrações e vídeos que tornam os conceitos científicos mais fáceis de serem compreendidos.

Bokova falou também sobre importância de uma ação concentrada para impedir o declínio das matrículas de jovens no estudo das ciências, começando desde o ensino básico.

Segundo ela, colocar a ciência no currículo escolar não é o suficiente, é necessário criar um ambiente de apoio com acesso igual para meninos e meninas e também investir na construção de laboratórios nos colégios.

*Apresentação: Leda Letra.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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