Unctad: “é preciso diversificar a economia dos países menos avançados”

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Proposta está em relatório do órgão; entre os países com esta denominação estão os lusófonos Angola, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Oportunidades para mulheres em áreas rurais. Foto: ONU/Evan Schneider

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad, propõe mudanças para aprimorar e diversificar a estrutura económica dos países menos avançados, PMAs, em produtos de maior valor agregado.

A proposta está no novo relatório do órgão. Entre os 48 países que fazem parte deste grupo estão os lusófonos Angola, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Inovação

De acordo com o documento, esta meta requer inovação, aprimoramento de habilidades e transferéncia de recursos para atividades e produtos "mais sofisticados".

A Unctad afirma que esta mudança seria especialmente importantes para os chamados PMAs que são muito dependentes do setor extrato. E que propostas devem ir além das voltadas para as manufaturas urbanas e incluir medidas para aprimoramento agrícola e diversificação económica rural.

Mulheres

O relatório afirma que mulheres em áreas rurais que, muitas vezes têm oportunidades limitadas de atividades económicas devido ao seu papel tradicional em trabalhos domésticos não-remunerados, são uma força potencialmente importante para diversificar as economias rurais nestes países.

Cerca de 70% da população nos países menos avançados vivem em áreas rurais. O documento destaca que o desenvolvimento rural nestas nações requer maior produtividade agrícola, além de diversificar estas economias para além da agricultura.

Paradoxo

Segundo o relatório, a comunidade internacional deve aprender com o "fracasso" de muitos dos chamados países mais pobres em alcançarem os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio apesar de registarem forte crescimento económico.

O documento chama este fato de "paradoxo". Este viria da falha das economias destes países de chegarem a mudanças estruturais, apesar de terem crescido de "forma vigorosa" como resultado de altos preços de exportação e aumento no fluxo de ajuda.

Entre 2002 e 2008, o crescimento deste grupo de países ultrapassou a meta de 7% acordada com a comunidade internacional. Segundo a Unctad, mesmo após a crise financeira de 2008, o crescimento foi mais rápido que outras nações em desenvolvimento, em média 5,7% ao ano.

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