Unaids quer ação imediata para acabar com ameaça da aids até 2030

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Relatório do Programa Conjunto da ONU disse que iniciativa pode evitar 28 milhões de casos e 21 milhões de mortes pelos próximos 16 anos; Brasil está entre os 30 países que concentram 89% das infecções.

Combate ao HIV. Foto: Unaids

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

O Programa Conjunto sobre HIV/Aids, Unaids, afirmou que se a comunidade internacional adotar uma ação acelerada contra a doença pelos próximos cinco anos será possível acabar com a ameaça da Aids até 2030.

Segundo relatório divulgado esta terça-feira, a decisão pode evitar cerca de 28 milhões de novas infecções e 21 milhões de mortes relacionadas com o HIV pelos próximos 16 anos.

Metas 

O objetivo até 2020 inclui a meta chamada 90-90-90. A ideia é que até lá, 90% das pessoas com o HIV saibam de sua condição, que 90% dos que sabem que são soropositivos estejam sendo tratados e, finalmente, ter 90% dos pacientes usando o coquetel de drogas para combater a infecção.

Em 2013, cerca de 35 milhões de pessoas viviam com HIV no mundo e outros 2,1 milhões foram infectadas pelo vírus. Neste mesmo período, 1,5 milhão de pessoas morreram por causa da doença.

Até junho deste ano, o Unaids acredita que 13,6 milhões tiveram acesso aos remédios para combater a Aids, bem perto da meta de 15 milhões a ser alcançada até 2015, mas longe do objetivos dos 90%.

O Programa Conjunto da ONU tem como objetivo também reduzir o número anual de novas infecções pelo HIV em mais de 75%, para 500 mil até 2020, e alcançar a discriminação zero.

Brasil 

O relatório do Unaids mostra que o Brasil e outros países lusófonos como  Angola e Moçambique, estão entre os 30 países responsáveis por 89% das infecções em todo o mundo. Estados Unidos e Rússia também fazem parte do grupo.

No Brasil, entre 30 e 50% dos adultos estão recebendo o coquetel de remédios. Em relação ao uso de preservativo entre homens que fazem sexo com homens a faixa está entre 50% e 80%, o mesmo índice da Rússia, mas não dos Estados Unidos, onde o uso da camisinha, nestes casos, é inferior a 50%.

Brasil e Estados Unidos não aplicam qualquer restrição de viagem às pessoas com HIV, ao contrário da Rússia.

O Unaids diz que a ação acelerada vai implicar em esforços especiais dos 30 países com o maior número de infecções pelo HIV em todo o mundo.

Entre os pontos principais estão a mobilização de recursos humanos, de parceiros internacionais institucionais e estratégicos bem como de compromissos significativos nacionais e internacionais.

No lançamento do estudo, na Universidade da Califórnia,  o diretor executivo do Unaids, Michel Sidibé, disse que se o mundo investir apenas US$ 3 por dia em cada pessoa com HIV pelos próximos cinco anos, será possível acabar com a epidemia.

Para Sidibé,  cada dólar investido vai produzir um retorno de US$ 15.

*Apresentação: Edgard Júnior.

 

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