Uma em cada três mulheres não tem acesso a instalações sanitárias seguras

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Dado está em mensagem do secretário-geral para dia mundial sobre o tema; Unicef afirma que cerca de 1 mil milhão de pessoas no mundo defecam a céu aberto; em entrevista à Rádio ONU, representante do Fundo fala da questão em Moçambique.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Uma em cada três mulheres no mundo não tem acesso a instalações sanitárias seguras. Como resultado, elas enfrentam doenças, vergonha e violência potencial quando procuram um lugar seguro para defecação.

A afirmação está em mensagem do secretário-geral para o Dia Mundial das Instalações Sanitárias, comemorado nesta quarta-feira, 19 de novembro.

Imperativo Moral

Ban Ki-moon mencionou um "imperativo moral" de acabar com o fecalismo a céu aberto e o "dever de garantir que mulheres e meninas não estejam em risco de ataque ou estupro simplesmente porque não têm instalação sanitária".

Ele afirmou ser por isso que o tema da data este ano é "igualdade, dignidade e a ligação entre saneamento e violência de gênero". O chefe da ONU afirmou que para abordar o desafio do saneamento é preciso parceria global. Ele declarou que esta é "especialmente fundamental" enquanto os países formulam a agenda de desenvolvimento sustentável pós-2015.

Moçambique

Em entrevista à Rádio ONU, de Maputo, o representante adjunto do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, em Moçambique , Michel Le Pechoux, falou sobre a importância do Dia Mundial das Instalações Sanitárias para o órgão.

"O saneamento é uma das intervenções mais importantes que nós estamos a apoiar aqui no país e ao nível mundial. O saneamento, higiene, não é só importante para a redução de doenças como a diarreia, mas também tem uma forte relação e um impacto sobre redução da desnutrição crônica. A desnutrição crónica é alta no país, em Moçambique, quase metade das crianças está a sofrer disso. É um problema não só para o desenvolvimento físico das crianças, mas também intelectual."

Crianças

Também em mensagem sobre a data, o Unicef afirmou que o avanço lento em saneamento e a prática de fecalismo a céu aberto continua a colocar crianças e comunidades em risco.

Segundo o Fundo, cerca de 2,5 mil milhões de pessoas no mundo não têm instalações sanitárias adequadas, incluindo 1 mil milhão que praticam o fecalismo a céu aberto. O Unicef afirmou que em 2013, mais de 340 mil crianças com menos de cinco anos morreram de diarreia, causada por falta de água limpa, saneamento e higiene básica. Este número significaria uma média de quase mil mortes por dia.

Segundo o Unicef, 80% do 1 mil milhão de pessoas a praticar o fecalismo a céu aberto vivem em apenas 10 países e Moçambique é um deles.

Em todo o mundo, o acesso ao saneamento melhorou para 1,9 mil milhões de pessoas desde 1990. No entanto, segundo a agência da ONU, o avanço não acompanhou o crescimento da população. Portanto, o Fundo afirma ainda que com os níveis atuais de progresso, é pouco provável que o Objetivo de Desenvolvimento do Milénio sobre saneamento seja alcançado até 2015.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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