Timorenses serão formados sobre preparação para potencial surto de ébola

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Organização Mundial da Saúde diz que medida faz parte de um apoio recebido da Asutrália; oferta inclui US$ 20 milhões para auxílio ao tratamento da doença na Serra Leoa.

Profissionais de saúde da OMS. Foto: OMS/S. Gove

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Funcionários de saúde de Timor-Leste vão participar em formações sobre a preparação para um potencial surto de ébola, afirmou esta sexta-feira a Organização Mundial da Saúde, OMS.

A agência anunciou um apoio da Austrália que além do país lusófono contempla a Papua Nova Guiné e as ilhas do Pacífico. O financiamento para o efeito é de AU$ 2 milhões, equivalentes em US$ 1,7 milhão.

Profissionais

O montante faz parte do pacote de auxílio australiano, que também envolve o envio de profissionais de saúde do país e financiamento para impulsionar a luta contra a doença.

Em nota, a OMS faz o agradecimento à Austrália, que vai contratar um provedor privado de serviços de saúde para administrar e executar um centro de tratamento de ébola na Serra Leoa. A medida vai associar-se a um plano britânico de abertura de uma série de grandes centros de tratamento no país.

A Austrália deve enviar funcionários internacionais de saúde para apoiar os profissionais locais que trabalham no terreno.

Centros de Tratamento

A OMS destaca que existem apenas 22% dos mais de 4,7 mil leitos necessários para os centros de tratamento do ébola dos países mais afetados da África Ocidental.

A agência afirma que a falta de acesso às camas fez com que muitos pacientes de ébola permanecessem nas comunidades, no que aumenta a probabilidade de transmitir o vírus.

Obstáculos

Mas a falta de pessoal qualificado treinado na prevenção e controlo da infeção também é considerado um dos maiores obstáculos para a abertura de mais leitos.

Na Serra Leoa, estima-se que 1864 camas serão necessárias para tratar  pessoas com doença até 01 de dezembro. Cada centro de tratamento deve ter entre 50 e 120 leitos assistidos por equipas compostas por 25 a 35 especialistas internacionais e entre 200 a 250 elementos nacionais.

Técnicos 

O governo australiano vai contribuir com até US$ 20 milhões nos próximos oito meses para apoiar o trabalho da unidade de tratamento na Serra Leoa. Mais de US$ 2 milhões serão para apoiar o envio de técnicos não-clínicos de resposta ao ébola.

Cerca de US$ 1,7 milhão adicionais serão canalizados à ONG RedR Austrália, para financiar a implantação de peritos técnicos para funções que não estejam na linha de frente de resposta à infeção.

*Apresentação: Laura Gelbert.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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