"Sistema humanitário chegou a seu limite", diz chefe do Acnur

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António Guterres afirmou que "é preciso ser mais criativo quando se trata do financiamento de resposta de emergência"; alto comissário para Refugiados falou à Assembleia Geral nesta quarta-feira; segundo ele, no final de 2013, mais de 51 milhões de pessoas estavam deslocadas.

António Guterres. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

“A comunidade humanitária está se esforçando para responder, mas cada crise que surge mostra, claramente, que o sistema atingiu os seus limites.”

A afirmação é do chefe do Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, António Guterres.

Deslocados

Falando à 3ª Comissão da Assembleia Geral, em Nova York, Guterres disse que no final de 2013, mais de 51 milhões de pessoas estavam em deslocamento causado por uma série de fatores.

Entre eles, múltiplos conflitos, mudança climática, insegurança alimentar e escassez de água. A estimativa é de que este número será ainda maior em dezembro deste ano.

Criatividade

Apresentando o relatório da agência, o Alto Comissário declarou que uma das razões para o sistema estar chegando ao limite é que o financiamento humanitário está próximo à falência. Embora os recursos tenham aumentado, as demandas cresceram de forma mais rápida.

António Guterres disse que é "essencial ser criativo quando se trata do financiamento à resposta de emergência".

O chefe do Acnur declarou que todo o orçamento humanitário internacional chega a apenas 10% do que está disponível globalmente para cooperação para o desenvolvimento.

No contexto global, os fundos para desenvolvimento não saem de forma rápida o suficiente.

Ele afirmou que a "assistência humanitária recebe apenas uma parcela dos recursos".

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 14 DE DEZEMBRO DE 2017
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