Setor privado reconhece que deve priorizar intervenções de combate à malnutrição

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Em diálogo com a FAO, empresários defendem investimentos em inovação, pesquisa e comércio para melhorar o acesso à comida de qualidade; agência da ONU vê participação da indústria como essencial para acabar com a fome.

Rolf Hackbart. Foto: FAO/Giuseppe Carotenuto

Leda Letra, enviada especial da Rádio ONU a Roma.*

Representantes do setor privado reconhecem que precisam dar prioridade a intervenções nutricionais, especialmente aquelas voltadas aos interesses de mulheres, crianças e grupos vulneráveis.

Mais de 90 empresários de vários setores da indústria estão reunidos em Roma esta terça-feira, às margens da Segunda Conferência Internacional sobre Nutrição. O diretor-geral da FAO, a agência da ONU para Agricultura e Alimentação, José Graziano da Silva, deve conversar com o grupo num encontro fechado.

Comércio

O setor privado divulgou uma nota esta terça-feira, destacando que investimentos em inovação, educação, pesquisa e comércio são essenciais para melhorar o acesso à comida de qualidade.

Ao convidar o setor privado para o diálogo, a FAO chama a atenção para o papel que as empresas têm em ajudar a resolver as várias causas da malnutrição. A afirmação foi feita à Rádio ONU, em Roma, pelo diretor-adjunto de Parcerias da FAO, Rolf Hackbart.

Futuro

"São os grandes investidores do mundo. São eles que decidem os investimentos. Então esta conferência do ponto de vista do setor privado é fundamental, porque eles também estão utilizando os resultados desta conferência como um dos determinantes dos seus investimentos para os próximos 50, 100 anos. E sempre (é importante) nos perguntarmos: que sociedade queremos? Com que tipo de alimentação? Com que tipo de setor privado, que contribua efetivamente para um mundo mais justo e mais solidário."

O especialista da FAO destaca que as empresas também são responsáveis por outra peça fundamental: a logística da distribuição de alimentos.

Preços

"Transporte, para que a alimentação chegue às populações em condições saudáveis e com preço acessível. São os grandes oligopólios, que precisam ser trazidos mais para este ambiente de acabar com a fome, de segurança alimentar, para que eles contribuam com o desenvolvimento das comunidades locais."

O diálogo do setor privado com a FAO incluiu a participação de representantes da Aliança Global para Melhoria da Nutrição, da Iniciativa Colheita Global, que inclui companhias como Monsanto e DuPont, do Grupo Ferrero e da Unilever.

A Segunda Conferência Internacional sobre Nutrição é considerada pela FAO o maior encontro global sobre o tema no século 21.

*Apoio Institucional: FAO/Roma.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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