Sessão do Conselho de Segurança debate tensão no Oriente Médio

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Secretário-geral assistente para Assuntos Políticos diz que ONU está "profundamente preocupada" com espalhar da violência em Israel e pela Cisjordânia;  confrontos entre jovens palestinos e forças de segurança de Israel ocorrem quase diariamente.

Conselho de Segurança. Foto: ONU/Amanda Voisard

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Conselho de Segurança da ONU está debatendo a violência no Oriente Médio, em sessão do órgão nesta segunda-feira.

Ao discursar no Conselho, o secretário-geral assistente para Assuntos Políticos, Jens Toyberg-Fradzen, disse que a escalada da tensão sobre acesso a locais sagrados ajudou a agravar a situação.

Ataque

O encontro desta segunda-feira é uma continuação da sessão de emergência de 29 de outubro, ocorrida após um líder religioso israelense ter sido vítima de um atentado. Em 5 de novembro, um outro ataque no leste de Jerusalém matou dois israelenses e deixou 12 feridos.

Toyberg-Frandzen lembrou que outros atentados ocorreram dias depois. Segundo ele, os confrontos entre jovens palestinos e forças de segurança israelenses estão acontecendo quase diariamente. O secretário-geral assistente disse ainda que a disseminação da violência em Israel e pela Cisjordânia é "profundamente preocupante".

O chefe da ONU, Ban Ki-moon, pediu a ambos os lados que façam todo o possível para evitar o que ele chamou de um ambiente tenso na região. Ban disse esperar que Israel continue a garantir a proteção dos locais sagrados e a segurança de todos os fieis assim como está previsto no acordo do país com a Jordânia. Ele pediu aos dois lados que retornem às conversações de paz.

Demolições

Uma outra preocupação do secretário-geral assistente é sobre o aumento das demolições de prédios palestinos, o que tem levado a mais animosidade em Jerusalém. As medidas causaram o deslocamento de 169 palestinos incluindo 80 crianças.  Para Toyberg-Frandzen, a continuação de assentamentos por Israel mina as ações para acalmar a tensão em Jerusalém.

Ele lembrou que os assentamentos são uma violação do direito internacional o que aumenta o nível de desconfiança entre ambos os lados.

Ao falar sobre a situação em Gaza, Toyberg-Frandzen afirmou que o mecanismo de reconstrução da região já começou suas operações em parceria com o governo local e o setor privado para reconstruir abrigos e propriedades destruídas pelo conflito de 51 dias entre Israel, Hamas e outros grupos palestinos. Israel informou que planeja aumentar o número de entrada de material à Faixa de Gaza para 800 caminhões, por dia, em vez de 350.

O secretário-geral assistente para Assuntos Políticos terminou, dizendo que não existe reconstrução em Gaza sem esforços para construir a confiança entre israelenses e palesinos.

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