Relatores da ONU pedem a Obama que apoie divulgação de documento da CIA

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Especialistas em direitos humanos dizem que relatório sobre práticas de interrogatório da Agência Central de Inteligência pode ajudar vítimas de tortura; resultado da análise feita pelo Senado ainda não foi divulgada.

Barack Obama. Foto: ONU/Devra Berkowitz

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

Um grupo das Nações Unidas de especialistas em direitos humanos fez nesta quarta-feira um apelo ao presidente dos Estados Unidos, para que apoie totalmente a divulgação de um relatório sobre os trabalhos da Agência Central de Inteligência, CIA.

A análise sobre práticas de interrogatório foi feita pelo Comitê de Inteligência do Senado americano, num trabalho que durou quatro anos. Em abril, foi aprovada a divulgação da pesquisa ao público, mas até agora, o documento ainda não foi liberado, devido a exigências que estariam sido feitas pela CIA.

Credibilidade

Para os relatores da ONU, a decisão de Barack Obama em apoiar a divulgação do relatório será "acompanhada de perto por vítimas de tortura e por outros países".

Os especialistas acreditam que o relatório sobre metódos de interrogatório poderá gerar "consequências para as vítimas de violações de direitos humanos em todo o mundo e para a credibilidade dos Estados Unidos."

Verdade

Na carta divulgada pelos relatores, é mencionado que o presidente encerrou o programa de interrogatórios da CIA logo que tomou posse. Os relatores reconhecem Obama como chefe de Estado de um país "que ajudou a criar a Convenção contra a Tortura" e como o ganhador do Prêmio Nobel da Paz.

Por isso, eles esperam que o presidente americano "reconheça a natureza histórica de sua decisão e fique ao lado daqueles que lutam para revelar a verdade e para levar um fim aos casos de tortura".

A carta enviada a Barack Obama é assinada pelo relator sobre detenções arbitrárias, Mads Andenas; pelo relator sobre promoção da verdade e da justiça, Pablo de Greiff; pelo relator do grupo de trabalho sobre desaparecimentos forçados, Ariel Dulitzky;  pelo relator sobre execuções extrajudiciais, Christof Heynes; pelo relator para a promoção do direito à liberdade de expressão, David Kaye; pela relatora sobre independência de juízes e advogados, Gabriela Knaul e pelo relator sobre tortura, Juan E. Méndez.

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