Ramos Horta quer contributo da Cplp para nova atuação de missões de paz

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Esta sexta-feira marca fim da primeira etapa de contactos entre painel sobre o tema e entidades internacionais; líder do grupo e antigo presidente timorense ressalta a visibilidade internacional do bloco de países de língua portuguesa.

José Ramos Horta Foto: ONU/Violaine Martin

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O presidente do Painel Independente de Alto Nível sobre Operações de Paz, disse que pretende ouvir a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, sobre a revisão da arquitetura da paz e segurança das Nações Unidas.

Em declarações à Rádio ONU, em Nova Iorque, José Ramos Horta anunciou que esta sexta-feira termina a primeira fase dos encontros do grupo de 14 elementos com agências e organismos internacionais.

Continente Africano

“Eu tenho toda a intenção de ouvir, num dado momento, a Cplp, no quadro do meu mandato na comissão porque todos eles (os países-membros) passaram por diferentes experiências de manutenção de paz e restauração da paz. Por exemplo, Angola é uma experiência enorme. Primeiro, na resolução de um conflito interno, pela agressão externa nos anos 70 e 80 e pela construção do país. Moçambique idem. Cabo Verde é uma experiência diferente, sempre estável e considerado um dos países de melhor governação em todo o continente africano. Os nove países, que hoje incluem a Guiné Equatorial, têm uma experiência riquíssima e com total legitimidade podem contribuir imenso para revermos toda esta arquitetura de paz e segurança da ONU.”

General Brasileiro

O antigo presidente de Timor-Leste destacou a visibilidade do bloco de língua portuguesa na ONU. Ramos Horta mencionou a nomeação  do antigo comandante das tropas da Missão da ONU no Haiti, o general brasileiro Floriano Peixoto, para o grupo que dirige.

“A Cplp está representada por mim ali e pelo general brasileiro que tem enorme experiencia e imenso prestígio que comandou as tropas no Haiti. O embaixador Patriota é presidente simultâneo da Comissão de Consolidação da Paz e da Configuração da Guiné-Bissau. Há dias fizeram uma reunião de enorme sucesso organizado quase inteiramente pela representação permanente de Timor-Leste em parceria com Cedeao. Notei uma relação estreita entre Cplp, a Cedeao, a União Africana e a União Europeia em total sintonia com a Guiné-Bissau.”

Necessidade de Apoio

Ramos Horta disse que o painel, nomeado em outubro, vai ter que lidar com questões como a intervenção da ONU para proteger civis e a necessidade de apoio financeiro e logístico para esse tipo de atuação.

O responsável afirmou que as missões políticas e operações de manutenção da paz enfrentam desafios mais complexos em relação aos últimos 15 anos.

Para ele, além de confrontos entre grupos armados e étnicos surgiu o desafio das formações “de cariz religiosa com armas sofisticadas” e a realidade dos ataques perpetrados contra as Nações Unidas.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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