Quase 30% das jovens latino-americanas dão à luz na adolescência

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Levantamento do Cepal mostra que a maioria teve filho antes de completar 20 anos; índice no Brasil é de 12%; Comissão da ONU defende educação sexual como prioridade nas políticas públicas.

Estudo revela que 30% das jovens dão à luz antes de completar os 20 anos. Foto: Cepal

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Um estudo da Comissão Econômica da ONU para América Latina e Caribe, Cepal, revela que quase 30% das jovens na região foram mães antes de completar 20 anos de idade.

A maioria pertence aos níveis mais desfavorecidos da sociedade, o que segundo a Cepal, promove a reprodução da pobreza entre gerações e compromete a autonomia feminina.

Prevenção

Para a Comissão, o índice deixa clara a necessidade de incluir a educação sexual e os serviços de saúde reprodutiva na agenda de políticas públicas, incluindo o fornecimento de métodos contraceptivos.

A porcentagem reflete o número de mães entre 15 a 19 anos na comparação com o total de mulheres desta idade. Em 2000, 32% dessas jovens já eram mães, índice que caiu para 28% em 2010, mas fica próximo dos níveis existentes em 1990.

Brasil

Os países com as maiores proporções de maternidade entre garotas de 15 e 19 anos são a Nicarágua, com quase 20%, República Domicana e Equador. No Brasil, o índice é de quase 12%. Já as nações da região com os níveis mais baixos são Uruguai, com 9,5%, Costa Rica e Peru.

A Cepal destaca que todas as nações da América Latina e Caribe têm níveis muito acima dos registrados na Europa Ocidental, onde a materninade na adolescência está na ordem de 2%.

Depois da África Subsaariana, a região é a segunda com a menor queda da fecundidade entre adolescentes, índice que caiu 13% nos últimos 20 anos.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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