ONU marca Dia Internacional para Eliminação da Violência contra Mulheres

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Secretário-geral afirmou que "prática não respeita fronteiras geográficas, socioeconômicas ou culturais.

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, participa de evento para marcar o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres. Foto: ONU/Rick Bajornas

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que a violência sexual e baseada no gênero representa a forma mais extrema da desigualdade global e sistemática vivida por mulheres e meninas.

A declaração foi feita para marcar o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, esta terça-feira, 25 de novembro.

Estupros

Ban disse que "a violência não respeita fronteiras geográficas, socioeconômicas ou culturais". O chefe da ONU alertou que em todo o mundo, uma em cada três mulheres vai sofrer violência física ou sexual em algum momento de sua vida.

As agressões vão desde estupros e violência doméstica ao assédio no trabalho e bullying (intimidação) na internet.

De Brasília, em entrevista à Rádio ONU, a representante da ONU Mulheres, Nadine Gasman falou sobre a situação no Brasil.

"No Brasil, tivemos 50 mil estupros no último ano e ao redor de 5 mil mulheres assassinadas. Então esses números, o Brasil é um país muito grande, as taxas são menores, mas estamos falando de um fenômeno muito importante e que tem que ser colocado em evidência para ser atendido. O Brasil tem feito muitas coisas para mudar essa realidade".

Nigéria

Ban lembrou das mais de 200 meninas sequestradas neste ano na Nigéria. Ele citou que o mundo tem visto o depoimento gráfico de mulheres iraquianas vítimas de estupro e de escravidão sexual durante o conflito no país.

Além disso, o secretário-geral mecionou as duas estudantes indianas estupradas e mortas que tiveram seus corpos pendurados em uma árvore e nos Estados Unidos, Ban disse que foram registrados casos de violência sexual nos esportes e nos campus de universidades.

Segundo o chefe da ONU, mulheres e meninas sofrem violência em todos os países e bairros, mas esses crimes geralmente não são denunciados.

Laranja

Ban afirmou que todos devem acabar com esse silêncio e é por isso que esse Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres tem como foco os esforços de base para chamar a atenção para "a vizinhança laranja".

O secretário-geral afirmou que a sede da ONU e o Empire State vão ser iluminados com luzes de cor laranja, que representa a luta pelo fim da violência contra mulheres.

Ban declarou que todos têm a responsabilidade de prevenir e acabar com a violência contra mulheres e meninas, a começar por desafiar a cultura de discriminação que permite a continuação dessa violência.

Ele explicou que devem ser quebrados os estereótipos de gênero e atitudes negativas, devem ser implementadas leis para prevenir e acabar com a discriminação e exploração, e, também, as pessoas devem protestar contra um comportamento abusivo sempre isto for visto.

Parceiros

Para Ban, todos devem condenar os atos de violência, estabelecer a igualdade no local de trabalho e em casa, e mudar a experiência diária de mulheres e meninas.

Segundo o chefe da ONU, os direitos das mulheres que já foram tidos como negócio de mulheres, agora mais e mais homens e meninos estão se tornando verdadeiros parceiros na luta pelo empoderamento das mulheres.

Há dois meses, Ban disse que lançou a campanha HeForShe; um movimento de solidariedade mundial para a igualdade de gênero, que reúne metade da humanidade em prol da outra parte, para o benefício de todos.

O secretário-geral afirmou que todos têm um papel a desempenhar. Ele disse que se todos se unirem em suas casas, comunidades, países e a nível internacional, será possível combater a discriminação e impunidade e acabar com as mentalidades e costumes que incentivam, ignoram ou toleram a desgraça mundial que é a violência contra mulheres e meninas.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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