ONU debate sanções para quem colocar obstáculos à paz no Sudão do Sul

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Conselho de Segurança revela expectativas para cimeira que vai envolver as partes em conflito, nesta quinta-feira; declaração exige libertação imediata e segura de funcionários ligados à organização detidos no país africano.

Conselho de Segurança discute situação do Sudão do Sul. Foto: ONU//Eskinder Debebe

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

Os Estados-membros do Conselho de Segurança confirmaram a sua intenção de iniciar negociações sobre "medidas apropriadas, incluindo sanções específicas" contra os que coloquem obstáculos ao processo de paz no Sudão do Sul.

Em declaração de imprensa, o órgão menciona "consultas com os parceiros" para esse fim, que incluem o Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento, Igad, e a União Africana.

Pressão 

Os membros do órgão saúdam a cimeira do bloco regional Igad, convocada para esta quinta-feira,  com vista a pressionar o presidente Salva Kiir e o líder rebelde Riek Machar. A intenção é que ambos cheguem a acordo sobre "medidas urgentes, inclusivas e abrangentes para um governo de transição de unidade nacional".

As partes foram instadas ao envolvimento pleno nas negociações de paz em curso. Por outro lado, foram instadas a garantir negociações inclusivas, a defender o compromisso de estabelecer o tipo de governação e a finalizar os arranjos apropriados sem mais delongas.

Deslocados 

A nota reitera a grande preocupação do Conselho com combates recentemente ocorridos próximo do acampamento das instalações da ONU em Bentiu, que abrigam mais de 49 mil deslocados internos. Para o órgão, as recentes hostilidades ampliam uma crise humanitária grave que já deslocou mais de 1,8 milhão sul-sudaneses.

Os 15 países-membros exigem com veemência o fim imediato da violência e das violações e abusos dos direitos humanos e do direito internacional humanitário no país.

Ao Governo do Sudão do Sul foi reafirmado o apelo para que tome medidas para garantir a segurança dos civis, investigar rapidamente incidentes levar os autores à justiça.

Libertação 

Após condenar a recente detenção de três funcionários da Missão da ONU no Sudão do Sul, Unmiss, e o sequestro de dois funcionários associados à organização, o órgão exigiu sua libertação imediata e segura.

O apelo ao Governo do Sudão do Sul é que investigue rapidamente tais incidentes e garanta que seja feita justiça.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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