ONU alerta que conflito na Síria lançou 75% da população na pobreza

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Subsecretária-geral de Assistência Humanitária afirmou que economia do país contraiu 40% desde 2011, e o desemprego passa dos 54%; Valerie Amos lamentou o fato de uma geração inteira de crianças se perder.

Valerie Amos. Foto: ONU/Loey Felipe

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A subsecretária-geral de Assistência Humanitária da ONU, Valerie Amos, alertou que o conflito na Síria lançou 75% da população na pobreza.

Em pronunciamento no Conselho de Segurança na terça-feira, Amos afirmou que a economia do país contraiu 40% e o desemprego passou dos 54% desde 2011.

Realidade

A chefe de assistência humanitária disse ainda que a frequência escolar caiu mais de 50%. Ela lamentou que "o que era uma possibilidade de uma geração perdida de crianças sírias, agora se tornou uma realidade".

Amos explicou que as resoluções da ONU facilitaram a entrega de ajuda em áreas de conflito e também na coleta de dados sobre a quantidade de pessoas que precisam de assistência humanitária.

Segundo a subsecretária-geral, mais de 12 milhões de sírios precisam de ajuda urgente por todo o país, mais de 5 milhões são crianças.

Ela declarou que por causa da violência, quase metade da população teve de fugir de suas casas, muitos por várias vezes. O número de deslocados na Síria chegou a 7,6 milhões e outros 3,2 milhões abrigaram-se em países vizinhos.

Amos afirmou que apesar dos pedidos repetidos do Conselho de Segurança para o fim do conflito e dos relatórios da Comissão Independente de Inquérito sobre os abusos contínuos dos direitos humanos, os civis continuam sendo assassinados diariamente na Síria.

Isil

Ela citou o último relatório da Comissão mostrando a brutalidade do grupo autoproclamado Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, incluindo o tratamento bárbaro de mulheres e crianças e o uso sistemático de tortura, assassinatos e estupros.

Amos citou também ações brutais de punição e ataques a civis realizados por grupos de oposição e os bombardeios aéreos feitos pelo governo em áreas residenciais, campos de abrigo para deslocados e instalações civis.

A chefe do Ocha afirmou que a violência sexual é usada como forma de tortura ou para desacreditar, intimidar e punir mulheres.

Amos afirmou que muito ainda precisa ser feito e pediu ao Conselho que continue trabalhando com as partes envolvidas no conflito para que respeitem as leis internacionais.

Além disso, eles devem se empenhar para suspender os cercos em determinadas regiões. Segundo a subsecretária-geral, 212 mil pessoas continuam vivendo em áreas isoladas tanto por tropas do governo como das forças de oposição.

Amos afirmou que o conflito exige uma solução política. Ela "espera que para o bem do povo sírio essa solução seja encontrada o mais rápido possível".

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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