ONU afirma que esforços contra ebola estão avançando

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Representantes das Nações Unidas disseram que apesar dos progressos conquistados muita coisa ainda precisa ser feita; casos da doença estão diminuindo na Libéria e na Guiné mas continuam aumentando em Serra Leoa.

Anthony Banburry. Foto: Reprodução

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Os principais representantes da ONU na luta contra o ebola disseram que os esforços de combate à doença estão avançando, mas que muito ainda precisa ser feito para acabar com o vírus.

O alerta foi feito pelo chefe da Missão de Resposta de Emergência ao Ebola, Anthony Banbury, e pelo enviado especial do secretário-geral sobre o Ebola, David Nabarro, em pronunciamento, esta quinta-feira, no Conselho Econômico e Social na sede das Nações Unidas, em Nova York.

Número Real

Banbury disse que "infelizmente a lamentável marca de 5 mil mortes causadas pela doença foi ultrapassada e que o número real pode ser bem maior".

O chefe da Unmeer afirmou que o impacto da doença por toda a sociedade vai além da morte dos que contraíram o vírus, está causando medo. Ele explicou que segundo o Unicef, existem mais de 3,3 mil órfãos por causa do ebola e o PMA alertou sobre o aumento do preço dos alimentos.

Banbury disse que as escolas estão fechadas, criações de animais e colheitas foram perdidas por todo o país e o comércio sofreu um grande baque. Ele disse ainda que a redução nas atividades no setor de mineração em Serra Leoa resultou numa queda de 21% da arrecadação do governo. Na Guiné, a produção de café caiu 50%.

O chefe da Missão da ONU alertou que as autoridades estão vendo agora uma piora da situação no Mali, mas cita a resposta imediata do governo para combater o problema.

Dificuldade

Banbury explicou a dificuldade das equipes na luta contra o ebola. Dando como exemplo o caso da Nigéria, onde ocorreu apenas um caso da doença.

Ele disse que houve 899 contatos desse único paciente que levaram a mais de 18 mil visitas de trabalhadores de saúde a essas pessoas para manter esse caso sob controle. Isso dá uma dimensão dos esforços empregados por todos na luta contra o vírus.

Anthony Banbury afirmou que são necessários mais centros de tratamento e mais médicos para ocupar essas instalações, assim como mais fundos para cobrir as despesas com as operações.

Meta

O chefe da Unmeer disse que em relação à meta de se tratar 70% dos pacientes e de se realizar 70% dos enterros de forma segura até 1º de dezembro, a OMS informou que hoje as equipes médicas estão conseguindo tratar de 55% dos doentes e já estão realizando 87% dos enterros seguros.

O enviado especial da ONU, David Nabarro, elogiou as ações tomadas por governos e comunidades na luta contra o surto.

David Nabarro. Foto: Reprodução

Nabarro afirmou que as autoridades têm provas que mostram que as pessoas estão mudando a forma como vivem e como se comportam para reduzir as chances de contrair a doença.

Ele elogiou ainda o esforço global que está sendo feito para combater o surto na África Ocidental.

Nabarro disse ser importante se opor a qualquer sinal de estigma ou discriminação que mina profundamente o esforço coletivo para acabar com o vírus.

Ele afirmou que para os próximos 30 dias, é necessário fornecer todo o apoio possível às pessoas e aos governos das regiões mais afetadas pelo ebola.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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