OMS relata maior surto da doença do legionário em Portugal, com 233 casos

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Agência afirma que 5 pessoas morreram e 38 pacientes estavam em tratamento até segunda-feira, 10 de novembro; o surto é considerado o maior no país.

Especialistas prontos. Foto: OMS

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, confirmou que até esta segunda-feira, 10 de novembro, o registo de 233 casos  de infecção por legionella na Vila Franca de Xira, área suburbana de Lisboa.

Falando a jornalistas esta terça-feira, em Genebra, o porta-voz da agência  afirmou que este é "o maior surto" da doença em Portugal e é considerado "uma grande emergência de saúde pública".

Emergência

O surto da enfermidade, conhecida como doença do legionário, afetou principalmente pessoas entre 50 e 60 anos de idade. Até a data, 38 pacientes estavam em tratamento intensivo e cinco pessoas, principalmente com doenças adjacentes, morreram.

Christian Lindmeier declarou ainda que na noite entre 6 e 7 de novembro, 17 casos iniciais foram identificados. O número de casos cresceu tão rápido nos dois dias seguintes que o surto foi considerado "invulgar" e "inesperado".

Especialistas

O escritório regional da OMS na Europa identificou especialistas na doença que  estão prontos para serem enviados a Portugal, caso seja requisitado. A fonte do surto ainda não foi identificada.

Em geral, a doença do legionário é transmitida pela inalação do vapor da água contaminada ou névoas. A bacteria vive na água e colonizou sistemas de água quente de 20 a 50 graus Celcius, a contaminar, assim, torres de refrigeração, sistemas de água quente, entre outros dispositivos que contém água.

Não houve transmissão direta entre pessoas. A suceptibilidade à doença aumenta com a idade, especialmente entre fumantes, pessoas com doenças pulmonares crônicas preexistentes e ou imuno-comprometidas.  O porta-voz afirmou ainda que não foi detectado risco em beber água na área afetada.

Turistas

Ainda segundo a agência da ONU, a transmissão da doença está limitada a uma área geográfica com o padrão de disseminação do norte para o sul, com pouca propagação em outras direções.

Neste momento, a preocupação sobre uma disseminação internacional é considerada "muito limitada", uma vez que a respectiva área em Lisboa não é frequentada por muitos turistas.  No entanto, visitantes de outras partes de Portugal à area do surto foram contamidados.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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