OMS quer que mundo encontre estratégias para envelhecimento saudável

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Agência da ONU alertou para o amadurecimento da população mundial; em 2020, número de idosos será maior que o de crianças com menos de 5 anos; doenças crônicas podem afetar diretamente qualidade de vida.

Foto: ONU/Evan Schneider

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, afirmou que a prioridade global deve ser com um envelhecimento saudável. A declaração consta de uma série sobre saúde e envelhecimento publicada no jornal 'The Lancet'.

A OMS alertou que a menos que os sistemas de saúde encontrem estratégias eficazes para lidar com os problemas da idade avançada, o impacto causado pelas doenças crônicas vai afetar a qualidade de vida dos idosos.

Desafio

Segundo a agência, as pessoas estão vivendo mais tempo, no mundo inteiro. O aumento do nível de doenças e a redução do bem-estar da população estão prestes a se tornar um grande desafio à saúde pública global.

A OMS prevê que até 2020, pela primeira vez na história, o número de pessoas com mais de 60 anos vai superar o de crianças menores de 5 anos.

Até 2050, a população global acima dos 60 anos deve passar dos 2 bilhões, mais do dobro dos 841 milhões atuais. Aproximadamente 80% deles, vão estar em países de média e baixa rendas.

A OMS explicou que o aumento da longevidade, especialmente nos países ricos, se deve à queda do número de mortes causadas por problemas do coração.

Isso aconteceu com a implementação de estratégias para reduzir o uso de produtos derivados do tabaco, controlar a pressão arterial e melhoras nas coberturas de saúde.

A Organização Mundial da Saúde diz que apesar de as pessoas estarem vivendo mais, não significa que elas estejam mais saudáveis do que no passado.

Doenças Mentais

Segundo a OMS, 23% das mortes e doenças em idosos são relacionadas a doenças de longa duração, como câncer, doenças crônicas respiratórias ou do coração. Estão incluídas também doenças mentais e neurológicas.

A agência da ONU calcula que o número de pessoas com algum tipo de doença mental deve subir dos 44 milhões atuais para 135 milhões em 2050.

Os autores do estudo da OMS disseram que a responsabilidade para melhorar a qualidade de vida dos idosos vai muito além do setor de saúde.

Segundo a agência, "coletivamente, as autoridades devem olhar além dos custos associados ao envelhecimento para pensar nos benefícios que uma população mais idosa, mais saudável e mais produtiva pode trazer para a sociedade como um todo".

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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