OMS e FAO pressionam governos a implementar padrões para alimentação

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Na abertura da Conferência Internacional sobre Nutrição, Margaret Chan usa efeitos do surto de ebola como exemplo; José Graziano da Silva alerta para aumento "massivo" dos índices de obesidade.

Foto: FAO

A Segunda Conferência Internacional sobre Nutrição começou nesta quarta-feira, em Roma, com as Nações Unidas fazendo um apelo aos governos para que transformem em ação os compromissos que serão firmados no encontro.

A abertura da reunião de alto-nível foi feita pelo secretário-geral da ONU. Numa mensagem de vídeo, Ban Ki-moon ressaltou progressos recentes no setor.

Políticas Públicas

Segundo Ban, vários países já reconheceram a nutrição como parte integral do desenvolvimento econômico e social. Na mesma linha, a diretora da Organização Mundial da Saúde, OMS, pediu políticas públicas mais fortes em prol da produção de alimentos e da agricultura.

Em Roma, Margaret Chan usou a epidemia de ebola como exemplo. Ela disse que na Libéria, numa região conhecida como Zona Florestal, na fronteira com Guiné e Serra Leoa, é clara a exploração dos recursos naturais do país. Por isso, a chefe da OMS pediu que políticas ambientais façam parte das discussões da conferência sobre nutrição.

Animais Selvagens

Outro ponto levantado por Margaret Chan foi a proibição do consumo da carne animais selvagens, como macacos, após o início do surto de ebola na Guiné. A diretora da OMS afirmou ser impossível resolver o problema da fome com uma proibição do tipo.

Citando especialistas, Margaret Chan destacou que "o sistema alimentar mundial está quebrado".  A chefe da OMS disse que garantir que recomendações sejam implementadas é um problema atual. Uma das soluções seria garantir que a indústria produza comidas mais saudáveis  e pare de vender produtos convenientes, porém nocivos à saúde.

Três Problemas

Um reflexo desse padrão foi ressaltado pelo diretor da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO.

Segundo José Graziano da Silva, há duas décadas, ninguém poderia antecipar um aumento tão significativo no índice de obesidade: mais de 500 milhões de adultos estão obesos, em países desenvolvidos e em desenvolvimento.

O chefe da FAO disse que vários países em desenvolvimento estão enfrentando, ao mesmo tempo, três problemas: a falta de nutrientes adequados, a fome e a obesidade.

Às delegações presentes na sede da FAO, Graziano da Silva lembrou que a Segunda Conferência Internacional sobre Nutrição fornece aos governos a oportunidade de dar um grande passo na direção certa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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