Novo relator de água e saneamento promete muita atenção a países lusófonos

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Académico brasileiro, que  assumirá posto a 1 de dezembro,  sucede a portuguesa Catarina de Albuquerque; interesse inclui africanos e Portugal como um dos mais afetados pela crise económica na Europa.

Foto: Unamid/Albert González Farran

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O novo relator independente da ONU sobre o direito à água e saneamento, Leo Heller, prometeu mais atenção aos países de língua portuguesa, após ter sido confirmado pelo Escritório dos Direitos Humanos.

O brasileiro assume funções a partir de 1 de dezembro após ter sido selecionado entre 26 concorrentes para o mandato de três anos. Entre outros títulos, o especialista tem o pós-doutoramento pela Universidade de Oxford e sucede a portuguesa Catarina de Albuquerque.

Trabalho Desafiante

Em declarações à Rádio ONU, de Minas Gerais, o académico declarou que assume um trabalho desafiador por afetar tanto os países desenvolvidos como os que estão em vias de desenvolvimento.

"Eu pretendo olhar com muita atenção para os países de língua portuguesa, tanto Portugal quanto os demais países, os africanos, por exemplo. Portugal, particularmente, é um dos países que tenho prestado atenção por estar na zona mais afetada pela crise económica europeia. Não apenas Portugal, como sabemos, mas vários outros. Sim, eu pretendo olhar com bastante atenção, até por uma questão de língua e de carinho para com essa realidade dos países de língua portuguesa."

Prioridades

Ao abordar as suas prioridades no mandato, Heller revelou planos de visitar países que sejam emblemáticos com um diagnóstico que venha a ter impacto com "maior grau de generalidade".

"Pretendo trabalhar com a verificação de que medida o atendimento dos direitos humanos à água e ao saneamento está relacionado a outros direitos, como direito à saúde, à moradia e à uma vida digna. São algumas das ideias iniciais. Eu tenho uma relação grande com o campo da saúde pública. Pretendo trabalhar essa relação com o direito humano à água e os impactos na saúde. Recebi a notícia ontem e preciso agora me planear para esse mandato com acurácia", declarou.

O novo relator considerou o Brasil "uma questão intermediária" entre países em vários graus de desenvolvimento. Conforme assinalou, a realidade brasileira reflete a situação de várias nações do mundo.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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